manejo de solo

  • Resumo: Até o final do século passado, a agricultura cresceu e se desenvolveu baseada na expansão de novas áreas para o cultivo, levando a perda de grandes áreas de florestas nativas e ecossistemas naturais (Alexandratos e Bruinsma, 2003), acarretando na perda de serviços ambientais. De acordo com Lal (2006), aproximadamente metade de todo o COS em áreas manejadas foi perdido nos últimos 200 anos, sendo esta uma das principais causas da degradação e consequente declínio da fertilidade dos solos. Segundo Lal (2004), cerca de 3,3 Pg/ ano de carbono é emitido para a atmosfera devido ao preparo do solo para a produção de alimentos. Conforme descrito por Smith e Gregory (2013b) e Foley et al. (2011), ao mesmo tempo que garantir a segurança alimentar, há uma necessidade urgente para diminuir o impacto da produção de alimentos no clima (Smith et al., 2008), e de melhorar a resiliência da produção de alimentos para as mudanças ambientais futuras (Smith et al., 2013a; Smith, 2015). De acordo com as projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), o setor agrícola será muito afetado com a mudança global do clima com impactos na sua produtividade, manejo e na distribuição espacial das culturas hoje existentes. Sendo assim, é necessário mudar o paradigma da agricultura com uso de práticas de manejo que favoreçam o equilíbrio dos atributos físicos e químicos do solo, como aumento dos teores de C, N, retenção de água, redução da perda de solo por erosão e lixiviação. De acordo com Lal (2006), solos degradados podem ser recuperados utilizando técnicas de manejo que aumentem o estoque de carbono. A adoção de sistemas de manejo mais sustentáveis, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), surge como uma alternativa em detrimento aos sistemas agrícolas convencionais, com grande potencial de promover melhorias na qualidade do solo, principalmente no que diz respeito ao aumento dos estoques de carbono, em curto e médio prazos (Lovato et al., 2004; Bayer et al., 2006; Gazolla et al., 2015; Nicoloso, 2008; Batlle-Bayer et al., 2010; Sacramento et al., 2013; Piva, 2012; Bayer e Mielniczuk, 1997; Piva, 2012). O sistema ILPF consiste na implantação de diferentes sistemas produtivos de grãos, fibras, carne, leite, agroenergia e outros, na mesma área, em plantio consorciado, sequencial ou rotacionado, aproveitando as sinergias existentes entre eles (MAPA, 2011). A matéria orgânica do solo (MOS) desempenha um papel crucial para a manutenção da atividade agrícola. O acúmulo da MOS promove melhorias nas propriedades física, biológica e química do solo, possibilitando um aumento na produtividade e redução de gastos com irrigação, fertilizantes, condicionadores de solo e outros insumos agrícolas. Entender como a MOS se comporta em diferentes tipos de manejo é essencial para o direcionamento de políticas públicas, que visem a disseminação de práticas agrícolas que aumentem os estoques de COS e reduzam as emissões de GEE. O estoque e balanço de carbono em áreas de agricultura, principalmente em sistemas de ILPF são pouco estudados e entendidos. Sendo assim, o objetivo deste trabalho é avaliar as alterações nos compartimentos da matéria orgânica do solo decorrentes da implementação de diferentes tipos de manejo (Eucalipto, Lavoura, Pecuária e ILPF) em área de Cerrado, visando o potencial de acúmulo de carbono de cada um desses tipos de manejos.

  • Resumo: This research aimed to determine the levels of MBC and MBN of the soil microbial biomass in six agricultural management systems.

  • Resumo: A produção pecuária é dependente dos processos de crescimento, utilização e conversão da forragem produzida em produto animal (Hodgson, 1990). Esses pressupostos são os mesmos para a pecuária conduzida em um sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e, em função das alterações que o sistema impõe sobre ambiente pastoril, é possível obter vantagens ou desvantagens na produção final. A alteração na disponibilidade e qualidade da radiação fotossinteticamente ativa (RFA) é o primeiro fator que irá influenciar o desenvolvimento do pasto. Estudos com gradientes de sombreamento em casa de vegetação tem demonstrado que, para a maioria das plantas forrageiras cultivadas, há pouca alteração na produção quando o sombreamento não excede 50% (Andrade et al., 2004; Barro et al., 2012). Contudo, estudos desenvolvidos em sistemas intensivos de produção tem demonstrado que pequenas alterações no ambiente luminoso diminuem a produção forrageira e alteram as características estruturais do pasto (Peri et al., 2005; Gueverra-Escobar et al., 2012; Crestani et al., 2017), entre as principais pode ser destacado aumento da relação parte aérea/raiz; alongamento do colmo (estiolamento); redução do perfilhamento e aumento da área foliar específica e da inclinação das folhas (Peri et al., 2006; Paciullo et al., 2008). Resultados positivos em pastos sombreados em comparação com sistemas em monocultivo da espécie forrageira são mais prováveis de serem obtidos em sistemas com baixa densidade de árvores, em áreas com restrições para a operação e utilização de máquinas e equipamentos agrícolas, em áreas agroecológicas ou, ainda, onde não se objetiva intensificação da produção por meio de adubação. Nessas áreas as vantagens das espécies arbóreas são maximizadas, principalmente quando a deposição de nutrientes e a manutenção da fertilidade do solo superam o efeito negativo do sombreamento sobre a produção de forragem. Com base no exposto, o objetivo geral deste estudo foi avaliar e descrever as variações nas respostas morfogênicas e estruturais de Brachiaria brizantha (Hoschst. Ex A. Rich) cv. Piatã cultivada sob regimes contrastantes de luz em área de ILPF.

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