mato grosso

  • Resumo: O sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) vem se consolidando como uma alternativa viável de produção agropecuária, integrando os componentes lavoura, pecuária e floresta, em rotação, consórcio ou sucessão, na mesma área e principalmente, por possibilitar que o solo seja explorado economicamente durante todo o ano, favorecendo o aumento na oferta de grãos, de carne e de leite a um custo mais baixo, devido ao sinergismo que se cria entre lavoura e pastagem e floresta. Dentro do grupo das arbóreas, o eucalipto é uma das mais estudadas e conhecidas tendo grande variabilidade genética e, consequentemente, propriedades distintas que predispõem as árvores para aplicação em diversos setores (Pereira et al., 2000) com destaque por apresentarem rápido crescimento em diferentes habitats, elevado rendimento econômico e inúmeras aplicações (Macedo et al., 2010) além da boa adaptação que suas espécies tiveram em quase todo o território nacional, apresentando produtividades muito elevadas (Mora; Garcia, 2000; Valverde et al., 2004; Vellini et al., 2008). Assim, o conhecimento das causas de redução ou estagnação do desenvolvimento e crescimento da planta pode auxiliar na escolha de materiais geneticamente superiores e/ou adoção de técnicas de manejo mais adequadas para a redução do tempo de produção, para o aumento da eficiência produtiva (ex.: aumento da eficiência do uso de recursos naturais), e maximização do volume comercializável do fuste das árvores (Wimmer et al., 2002). A limitação do crescimento das plantas imposta pela baixa disponibilidade de água devese, principalmente, à redução do balanço de carbono da planta, que é em grande parte dependente da fotossíntese (Flexas et al., 2009). A fotossíntese é muito responsiva a disponibilidade de água, sendo que o déficit hídrico reduz a fotossíntese por meio do fechamento dos estômatos e diminui a eficiência do processo de fixação de carbono (Pallardy, 2008). O objetivo deste trabalho foi avaliar características fisiológicas e dendrométricas de um clone de Eucalyptus grandis X Eucalyptus urophylla sob estresse hídrico, em condições de campo, do início da estação seca até a estação chuvosa, visando o estudo do efeito da irrigação na antecipação da entrada de animais em sistemas integrados com a presença do componente arbóreo.

  • Resumo: Ao longo das últimas décadas, o crescimento da agropecuária na região amazônica tem sido bastante expressivo, sobretudo em estados como Mato Grosso e Pará. No entanto, tais atividades vêm gerando impactos ambientais e sociais significativos, mas pouco reverteram em benefícios para a maioria da população local. Historicamente, a bovinocultura tem sido a principal responsável pelo desmatamento na região (Santos et al., 2007; Fundo Amazônia..., 2012). Além do passivo ambiental, expansão da pecuária também pode ser associada a outros problemas socioambientais como a emissão de gases de efeito estufa (Bustamante et al., 2014) e a conflitos fundiários (Barreto et al., 2008). Segundo Townsend et al. (2010), a pecuária se consolidou como uma das principais atividades pioneiras durante a ocupação da Amazônia legal, mas como já destacado acima, seguindo um modelo extensivo e pouco tecnificado com baixa lucratividade. Entre os municípios do bioma Amazônico, destaca-se Alta Floresta, localizado ao norte de MT. Esse trabalho teve como objetivo avaliar o impacto da implantação de boas práticas agropecuárias nos indicadores de sustentabilidade, visando à eficiência nos aspectos econômico, produtivo, ambiental e social dos sistemas de pecuária de corte no bioma da Amazônico.

  • Resumo: A pecuária brasileira vem passando por algumas transformações significativas ao longo dos últimos anos. Algumas iniciativas têm trabalhado com a adoção das boas práticas agropecuárias visando maior competitividade dos sistemas de produção, incluindo a adoção de estratégias voltadas para o incremento do bem-estar animal como a arborização de pastagens. Em sistemas silvipastoris, a temperatura do ar sob a copa de árvores pode ser de 2 a 3 ºC inferior à observada a pleno sol em virtude da proteção fornecida pela folhagem e redução da exposição à radiação solar (Pezo; Ibrahim, 1998). Alguns índices de conforto térmico são úteis na caracterização do microclima utilizando variáveis como umidade relativa do ar e temperatura ambiente, sendo possível avaliar o estresse térmico pelo qual os animais estão submetidos a partir dos resultados encontrados em cada sistema (Martello, 2006). Além das variáveis ambientais, o uso voluntário de sombra nas pastagens e o tempo destinado à ruminação e ócio podem ser indicadores de estresse pelo calor devido às alterações no hábito de pastejo (Betancourt et al., 2003). Alguns resultados demonstram que o tempo gasto à sombra é proporcional à temperatura do ar, e animais sem acesso à sombra passam maior tempo ao redor do bebedouro (Widowski, 2001). Wheelock et al. (2010) verificaram uma queda de 30% no consumo de matéria seca nos animais em ambiente de estresse calórico, assim como uma redução de 27,6% na produção de leite. Rhoads et al. (2009) observaram um decréscimo médio no consumo de matéria seca de 7,45 kg/dia quando o índice de temperatura e umidade passou de 64. Este trabalho teve como objetivo caracterizar o ambiente em diferentes arranjos de integração silvipastoril, assim como correlacionar o índice de temperatura e umidade ITU e o comportamento de novilhas Girolanda nas condições encontradas no norte de Mato Grosso.

  • Resumo: Os sistemas integrados são considerados sistemas mais complexos por associarem duas ou mais culturas no mesmo espaço, a exemplo dos sistemas de integração lavoura-pecuária e integração lavoura-pecuária-floresta. Essa maior complexidade dos sistemas também pode ser atribuída à maior dinâmica com que ocorrem as culturas dentro dos sistemas, levando assim, à modificação das relações normalmente observadas entre as culturas e as plantas daninhas. O efeito supressor das pastagens, assim como do eucalipto em sistemas consorciados, pode alterar a composição e a densidade da comunidade de plantas daninhas nesses sistemas. No entanto, apesar desse efeito que pode ser considerado no manejo cultural de plantas daninhas, verificamos a necessidade de efetuar também o manejo com herbicidas para seu efetivo controle.

  • Resumo: O sistema silvipastoril é uma opção tecnológica de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) que consiste na combinação intencional de árvores, pastagens e gado numa mesma área e ao mesmo tempo. A aprovação da Lei 708/07 (02/04/2013), que institui a Política Nacional de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Brasil, reforça o crescente interesse na utilização de sistemas de produção sustentáveis. A integração ILPF vem sendo adotada em todo o Brasil e, atualmente, soma cerca de 11,5 milhões de hectares. Em Mato Grosso, a área implantada com sistemas de integração tem aumentado, sendo, atualmente, de 1,5 milhões de hectares distribuídos em 41 municípios. No entanto, em apenas 10% desta área, o componente florestal está presente (Embrapa, 2017). Para árvores em sistemas de integração ainda existem poucas informações em relação às variações de crescimento, produção, alocação da biomassa e qualidade da madeira. Estas informações são fundamentais para acessar o mercado de madeira serrada, que propicia maior valor agregado e maiores taxas de retorno aos produtores. Uma das formas de avaliar o efeito das tensões de crescimento é por meio da excentricidade da medula, pois troncos com medula excêntrica são mais propensos ao empenamento, formação de fendas circulares, além de serem problemáticos para o processamento mecânico (Randomski; Ribaski, 2010). A densidade básica é outro indicador útil da qualidade da madeira e das suas possibilidades de uso (Valério et al., 1998). Neste contexto, o objetivo foi avaliar e comparar o crescimento, as variações na produção e alocação da biomassa arbórea, na densidade básica da madeira e no deslocamento da medula ao longo do fuste de árvores de eucalipto implantadas em sistema silvipastoril e monocultivo.

  • Resumo: A arborização de pastagens é uma forma de uso da terra também conhecida por sistema silvipastoril. Principalmente em condições de elevadas temperaturas como as do Centro-Oeste brasileiro, a utilização de árvores para amenizar o estresse pelo calor de rebanhos leiteiros pode ser determinante da eficiência produtiva, reprodutiva e sanitária (Blackshaw; Blackshaw, 1994). A maioria das raças bovinas tende a sofrer estresse pelo calor em regiões quentes e com alta incidência de radiação, sendo alternativa o sombreamento por árvores para evitar esse efeito. Foram encontrados valores médios de temperatura da superfície corporal em pleno sol, pequenos bosques e árvores isoladas de 35,3°C, 34,3°C e 34,7°C, respectivamente (Navarini et al., 2009). Entretanto, na região centro-oeste a temperatura do ar no final do período das águas pode atingir até 45ºC ao meio dia, exigindo inevitavelmente formas de amenização dessas condições para produção animal eficiente (Lopes et al., 2016). Práticas de manejo, como o momento correto de entrada dos animais nos piquetes, populações de árvores e adequação do nível de utilização da forragem permitem ganhos de peso vivo por animal e por área satisfatório, podendo melhorar a produtividade de sistemas silvipastoris. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do sombreamento no comportamento de pastejo novilhas leiteiras e na massa de forragem disponível em sistemas silvipastoris com eucalipto e pastagem de capim Piatã sob pastejo rotativo em condições de sombreamento em distintas épocas do ano na região de transição Cerrado-Amazônia.

  • Resumo: O crescimento populacional e consequentemente da demanda por alimentos, fibra e energia tem provocado mudanças significativas no uso e cobertura dos solos, em especial nas regiões de clima tropical (Foley et al., 2005), o que, por sua vez, tem resultado no processo erosivo acelerado dos solos. A erosão hídrica acelerada é um dos principais fatores que atuam na redução da produtividade dos solos agrícolas (Carvalho et al., 2007). Esta, por sua vez, depende da precipitação, topografia, cobertura vegetal e das práticas conservacionistas utilizadas nos sistemas de produção. Entre esses fatores, os dois últimos são determinantes na redução da erosão hídrica em sistemas agrícolas, pois atuam tanto na redução do impacto das gotas da chuva quanto no aumento da matéria orgânica do solo, favorecendo o desenvolvimento do sistema radicular e a melhoria de atributos físicos do solo relacionados à infiltração de água e à agregação. Neste contexto, a implementação de sistemas integrados de produção, tais como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), apresenta potencialidade para a ?intensificação? sustentável e conservação dos recursos água e solo, base para todo sistema de produção. Objetivou-se com este trabalho avaliar as perdas de água e solo em área com sistemas ILPF e em área com solo exposto. Adicionalmente, buscou-se avaliar também a taxa de infiltração de água no solo.

  • Resumo: O milho é uma cultura que se destaca em sistemas integrados de produção pelas inúmeras aplicações na propriedade agrícola, por apresentar bom desempenho em consórcio com forrageiras, além de possibilitar a colheita mecanizada, tanto para silagem quanto para grãos. Entretanto, pode apresentar baixo desempenho nas áreas sob influência direta das copas do eucalipto, uma vez que é uma espécie que não tolera sombreamento. A escolha das espécies forrageiras deve se apoiar na sua capacidade produtiva, tolerância ao sombreamento e adaptação às condições edafoclimáticas do local. Este último aspecto, é mais relevante em área de cerrado, com características particulares de solos ácidos, de baixa fertilidade e estação seca bem definida e prolongada. Com relação à tolerância ao sombreamento, espécies como Urochloa brizantha (cvs. Marandu, Xaraés e Piatã), U. decumbens cv. Basilisk, Panicum maximum (cvs. Aruana, Mombaça e Tanzânia) e Panicum spp. cv. Massai são consideradas tolerantes e com produção de forragem satisfatória em sistemas integrados, entretanto experimentos de longo prazo não tem comprovado essa tolerância em todas elas. Neste contexto, estudos com o estabelecimento do consórcio milho com Urochloa spp. nestes ambientes com baixa luminosidade ainda são escassos, principalmente porque o sistema de iLPF é dinâmico e complexo, em virtude das interações entre as culturas, animais e diversas práticas. Desta forma, é de fundamental importância ampliar os estudos científicos com culturas anuais consorciadas com espécies forrageiras e arbóreas.

  • Resumo: Ainda que os sistemas de integração se mostrem como uma estratégia promissora para o aumento da produtividade e otimização do uso da terra, a falta de resultados econômicos é, muitas vezes, um obstáculo para a adoção desses sistemas. Por meio do acompanhamento dos experimentos de integração realizados na Embrapa Agrossilvipastoril foi possível realizar o mapeamento das atividades de implantação e condução dos sistemas. No presente trabalho será apresentada uma análise do custo operacional do sistema de integração lavoura-pecuária, integração pecuária-floresta e integração lavoura-pecuária-floresta implantados na Embrapa Agrossilvipastoril, no período de 2011 a 2016

  • Resumo: Neste capítulo serão abordados os estudos entomológicos a fim de caracterizar os efeitos da integração sobre a dinâmica de pragas e inimigos naturais. As informações obtidas permitem a geração de parâmetros de sustentabilidade dos sistemas integrados como menor infestação de pragas ou redução da necessidade de pulverizações assim como a detecção de efeitos negativos da integração que porventura ocorram, gerando assim demandas de pesquisa para subsidiar os produtores no manejo fitossanitário dos componentes produtivos. Portanto, objetivou-se avaliar a dinâmica de insetos em sistemas de produção exclusivos e integrados ILPF no Norte de Mato Grosso.

  • Resumo: O agronegócio brasileiro tem sido o principal responsável por sustentar a balança comercial nas últimas décadas. Entre todas as cadeias, a atividade pecuária deve ser destacada devido ao seu potencial para produzir carne bovina proveniente de animais criados em pastagens sem uma dependência maciça de suplementos de grãos e/ou aditivos. Embora existam alguns benefícios do modelo brasileiro, a produtividade invariavelmente está abaixo das expectativas em muitas fazendas, principalmente devido à disponibilidade de pastagens degradadas e baixa adoção de tecnologia. Além disso, o gado alimentado com capim no Brasil normalmente vive toda a sua vida em pastagens com baixa ou mínima diversidade de plantas, sem sombreamento e sob condições tropicais. Os sistemas silvipastoris têm potencial para mitigar efeitos climáticos como o estresse por calor (Baliscei et al., 2012; Galindo et al., 2013), reduzindo as perdas relacionadas ao baixo consumo de matéria seca (Wheelock et al., 2010), falhas na reprodução (Walsh et al., 2011) e saúde animal (Peli et al., 2013). No entanto, o sombreamento potencialmente pode piorar o parasitismo nos rebanhos criados nestes sistemas conforme descrito por Faria et al. (2016). Por outro lado, alguns estudos mostraram que os sistemas silvipastoris poderiam influenciar a ecologia da macrofauna edáfica, elevando as chances de controle biológico contra parasitas de bovinos (Soca et al., 2002; Auad et al., 2011). De acordo com Giraldo et al. (2011), as árvores fornecem um habitat adequado para escaravelhos e outros decompostos de esterco bovino, e algumas espécies atuam como predadores de parasitos que afetam negativamente o gado. O objetivo do presente estudo foi avaliar a riqueza, a abundância, a diversidade e a frequência de espécies de coleópteros em pastagem aberta e sistema silvipastoril estabelecido com Brachiaria brizantha cv. Marandu consorciado com árvores de eucalipto (Eucalyptus urograndis, H13 clone). Além disso, em ambos os sistemas, o estudo avaliou também a decomposição de bolos fecais, as condições microclimáticas e a taxa de lotação de novilhos Nelore.

  • Resumo: O livro apresenta de forma sistematizada as contribuições e os resultados que foram gerados e entregues para a sociedade desde a criação da Embrapa Agrossilvipastoril. O recorte se dá nas ações desenvolvidas entre os anos de 2009, quando a Unidade foi criada, e 2016. O conteúdo da publicação está organizado em 11 partes temáticas: Água, Solo e Clima; Aproveitamento de resíduos; Automação; Sistemas Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF); Produção Animal; Produção Vegetal; Recomposição Florestal; Recursos genéticos e melhoramento vegetal; Transferência de Tecnologia; Comunicação Organizacional; e Área de Gestão e Suporte às Atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Transferência de Tecnologias.

  • Resumo: A avaliação das emissões de gases de efeito estufa do solo de sistemas de produção agropecuários exclusivos, como lavoura de soja, pastagem e plantio de floresta de eucalipto, bem como de sistemas integrados, permite conhecer o papel destes frente aos desafios de diminuição das emissões de gases relacionados ao aquecimento do planeta (Smith et al., 2008). A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima estabelece metas para redução das emissões de gases nos diversos setores da nossa economia, com o objetivo maior de impedir ou diminuir a influência das atividades do homem no sistema climático (IPCC, 2007). Se não fizermos as medições das nossas emissões, conforme descrição de protocolos internacionais, serão contabilizados valores fora da realidade, atribuindo mais emissões de gases do que realmente emitidos pelo país (IPCC, 2007). No setor agropecuário, esse conhecimento permite a adoção de práticas de manejo que mais contribuem para a mitigação das emissões para as nossas condições edafoclimáticas. Ressalta-se que esses resultados ganham ainda mais importância para afirmar junto aos demais países que os nossos produtos agropecuários emitem muito menos do que é atribuído.

  • Resumo: A presente publicação objetiva apresentar o histórico do experimento denominado ?ILPF Corte? estabelecido e conduzido na Embrapa Agrossilvipastoril. O texto é apresentado de forma detalhada contemplando o planejamento do ensaio, o estabelecimento e condução do mesmo, apresentando sua estrutura física e o manejo da área experimental do ensaio. A Embrapa Agrossilvipastoril (CPAMT), localizada em Sinop, MT, tem como missão viabilizar soluções tecnológicas sustentáveis para os sistemas integrados de produção agropecuária em benefício da sociedade. Neste sentido sistemas de Integração Lavoura- Pecuária-Floresta (ILPF) se apresentam como temas de alta relevância e prioridade de estudos pelo CPAMT. Os sistemas de integração envolvendo ILPF vêm se revestindo de importância crescente na agricultura nacional ao longo dos últimos anos, possibilitando a recuperação de áreas degradadas por meio da intensificação do uso da terra, potencializando os efeitos complementares ou sinergéticos existentes entre as diversas espécies vegetais e a criação de animais, proporcionando, de forma sustentável uma maior produção por área. Para o estabelecimento do experimento ILPF Corte foram seguidas várias etapas tais como planejamento, discussão com equipes multidisciplinares, avaliando-se os objetivos a serem atingidos, a interação entre as diversas áreas técnico-científicas das diversas unidades da Embrapa e outras instituições, considerando ainda aspectos de infraestrutura da empresa e aplicação de recursos com a máxima precisão e eficiência. Nesse contexto, foi articulada uma reunião (Figuras 1 e 2) com vários pesquisadores de dezenove (19) unidades da Embrapa e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Sinop. A lista dos participantes é apresentada em seguida (Tabela 1), totalizando 30 profissionais das mais variadas áreas de pesquisa. A reunião foi realizada no Instituto Seprotec em Sinop, nos dias 13, 14 e 15 de Setembro de 2010. É importante salientar que a Embrapa Agrossilvipastoril planejou e articulou a reunião com os princípios básicos da necessidade de estruturar um experimento de grande porte, viabilizando-se assim estudos multidisciplinares e multiinstitucionais e de longa duração, viabilizando-se os estudos de indicadores de sustentabilidade ao longo do tempo.

  • Resumo: Até o final do século passado, a agricultura cresceu e se desenvolveu baseada na expansão de novas áreas para o cultivo, levando a perda de grandes áreas de florestas nativas e ecossistemas naturais (Alexandratos; Bruinsma, 2003), acarretando na perda de serviços ambientais. De acordo com Lal (2006), aproximadamente metade de todo o COS em áreas manejadas foi perdido nos últimos 200 anos, sendo esta uma das principais causas da degradação e consequente declínio da fertilidade dos solos. Segundo Lal (2004), cerca de 3,3 Pg ano-1 de carbono é emitido para a atmosfera devido ao preparo do solo em lavouras destinadas à produção de alimentos. A adoção de sistemas de manejo sustentáveis, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), surge como uma alternativa aos sistemas agrícolas convencionais não sustentáveis. Esses sistemas contam com grande potencial de promover melhorias na qualidade do solo, principalmente no que diz respeito ao aumento dos estoques de carbono, em curto e médio prazos (Bayer; Mielniczuk, 1997; Lovato et al., 2004; Bayer et al., 2006; Nicoloso, 2008; Batlle-Bayer et al., 2010; Piva, 2012; Sacramento et al., 2013; Gazolla et al., 2015;). A matéria orgânica do solo (MOS) desempenha um papel crucial na manutenção da atividade agrícola. O acúmulo da MOS promove melhorias nas propriedades físicas, biológicas e químicas do solo, possibilitando aumento na produtividade e redução de gastos com irrigação, fertilizantes, condicionadores de solo e outros insumos agrícolas. Entender como a MOS se comporta em diferentes tipos de manejo é essencial para o direcionamento de políticas públicas que visem a disseminação de práticas agrícolas que aumentem os estoques de COS e reduzam as emissões de GEE. O estoque e balanço de carbono em áreas de agricultura, principalmente em sistemas de ILPF são pouco estudados e entendidos. Sendo assim, o objetivo do trabalho cujos resultados estão apresentados neste capítulo, foi avaliar as alterações nos compartimentos da matéria orgânica do solo decorrentes da implementação de diferentes tipos de manejo (Eucalipto, Lavoura, Pecuária e ILPF), sobre o potencial de acúmulo de carbono de cada um desses tipos de manejos.

  • Resumo: Nos solos tropicais, as perdas de carbono (C) e nitrogênio (N) e consequente aumento das emissões de gases do efeito estufa (GEE) são intensificados em virtude da combinação entre alta temperatura e umidade (Scholes et al., 1997), associadas às relativamente baixas quantidades de material orgânico aportado nos sistemas, e resultam no aumento da degradação da matéria orgânica do solo (Cardoso et al., 2010; Silva Júnior et al., 2009). Neste sentido, a busca por sistemas agropecuários que aliem de forma sinérgica produção e sustentabilidade, vem aumentando anualmente, em virtude da maior demanda por alimentos e da necessidade de reduzir o desmatamento. A integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) destaca-se dentre os demais sistemas de produção devido à interação das diferentes modalidades de produção rural, pois promove maior diversidade de produtos e intensificação do uso da terra de maneira sustentável, melhorando a qualidade física, química e biológica do solo, proporcionadas, principalmente, pelo aumento da matéria orgânica do solo (Gouvello, 2010). No Brasil, atualmente a área cultivada com algum tipo de integração corresponde a 6% da área total cultivada no país, sendo que a região centro-oeste possui a segunda maior área cultivada com algum tipo desse sistema e é estimada na safra 2015/16 em 2,5 milhões de hectares o potencial de aumento é de 20% até 2020, sendo o estado de Mato Grosso o principal promotor na região. O crescente aumento das áreas de ILPF se deve as políticas públicas de incentivo à redução nas emissões de GEE (Brasil, 2009, 2010, 2014). Apesar do aumento das áreas com integração, Gil et al. (2016) relatam que o baixo conhecimento técnico dos produtores do estado de Mato Grosso é o principal fator limitante para a expansão da área sob ILPF no estado. A ILPF destaca-se como uma estratégia para maximizar efeitos desejáveis no ambiente, aliando o aumento de produção com a conservação de recursos naturais no processo de intensificação de uso das áreas já desmatadas no Brasil. Por sua vez, as contribuições da ILPF para o aumento/melhoria dos estoques de C e N no solo e melhoraria da qualidade física, química e biológica do solo devem ser melhor avaliadas para se estabelecer qual o arranjo que contribua para maior produtividade e atinja sustentabilidade ambiental. Desta forma, o presente estudo visou avaliar o potencial de acumulo de C e N do solo em sistemas de ILPF.

  • Resumo: Estratégico ao desenvolvimento das atividades de pesquisa da Embrapa, o Setor de Campos Experimentais (SCE) da Embrapa Agrossilvipastoril tem como principal objetivo dar suporte e atender a demandas diretas das áreas de Pesquisa e Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia. Além da responsabilidade pela implantação e condução dos experimentos a campo e nas casas de vegetação, o setor participou e gerenciou a intensa e desafiadora etapa de estruturação de um complexo campo experimental, capaz de atender atividades de diversas áreas do conhecimento.

  • Resumo: The objective was to evaluate the microbial biomass carbon (MBC) dynamics in different managements: Crop-Livestock-Forest integration systems, soybean/pasture rotation and native forest, in Brazilian Cerrado.

  • Resumo: A utilização de sistemas integrados de produção se apresenta como uma das opções para garantir melhorias na produção de grãos, carne e madeira com sustentabilidade e conservação desses recursos. Os sistemas integrados podem ter diferentes configurações produtivas no campo, sendo que nos últimos anos tem se adotado cada vez mais a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Atualmente, consolidar que os sistemas integrados de produção serão atividades consideradas mitigadoras é fundamental, a fim de aprimorar o uso do solo e alcançar alta produtividade na agricultura. Contribuindo diretamente na desaceleração do desmatamento de novas áreas, principalmente sobre a região dos biomas Cerrado e Amazônia, definidas por serem áreas-chaves, por conterem uma biodiversidade endêmica e elevado grau de degradação ambiental. Portanto, é primordial monitorar por longo prazo os sistemas integrados de produção a fim de entender melhor aspectos de microbiologia de solos como: interação microrganismos vs sistemas de produção; interação microrganismos vs microrganismos; e interação microrganismos vs plantas cultivadas nos sistemas. Visto que os microrganismos são parte integrante da funcionalidade dos ecossistemas. Nesse contexto, o presente capitulo objetiva apresentar algumas informações sobre efeito de sistemas exclusivos e integrados de produção em: biodiversidade e estrutura de comunidades bacterianas do solo; prospecção de microrganismos antagônicos a fitopatógenos; prospecção de microrganismos solubilizadores de fosfato; e correlações de diversidade bacteriana de solo com a emissão de gases de efeito estufa.

  • Resumo: Os sistemas integrados de produção têm como premissa básica combinar na mesma área produtiva duas ou mais atividades agrícolas, ou seja, agricultura, pecuária e/ou silvicultura. Apesar de constituir uma estratégia interessante de uso da terra, ainda faltam informações acerca dos efeitos que estes sistemas provocam nas condições microclimáticas. Por isso, o monitoramento destas informações em modelos físicos de longa duração gerará subsídios para concluir sobre as interações benéficas ou prejudiciais e a sustentabilidade dos sistemas integrados. A radiação solar no interior da comunidade vegetal é o primeiro elemento meteorológico a ser modificado com a introdução das árvores no sistema (Brenner, 1996), pois as mesmas alteram o balanço de energia e o comportamento dos ventos, influenciando no uso de água pelas plantas e na produção destas, e ainda protegem os animais de calor e frio intensos. Na medida em que ocorrem alterações no microclima, como atenuação da radiação solar incidente e diminuição da temperatura, os cultivos consorciados com espécies florestais tendem a ter menores perdas de água pela transpiração excessiva, aumentando a eficiência hídrica. Assim, objetivou-se com esse trabalho monitorar as condições microclimáticas no experimento ILPF Leite da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, MT.

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