sinop

  • Resumo: A pecuária brasileira vem passando por algumas transformações significativas ao longo dos últimos anos. Algumas iniciativas têm trabalhado com a adoção das boas práticas agropecuárias visando maior competitividade dos sistemas de produção, incluindo a adoção de estratégias voltadas para o incremento do bem-estar animal como a arborização de pastagens. Em sistemas silvipastoris, a temperatura do ar sob a copa de árvores pode ser de 2 a 3 ºC inferior à observada a pleno sol em virtude da proteção fornecida pela folhagem e redução da exposição à radiação solar (Pezo; Ibrahim, 1998). Alguns índices de conforto térmico são úteis na caracterização do microclima utilizando variáveis como umidade relativa do ar e temperatura ambiente, sendo possível avaliar o estresse térmico pelo qual os animais estão submetidos a partir dos resultados encontrados em cada sistema (Martello, 2006). Além das variáveis ambientais, o uso voluntário de sombra nas pastagens e o tempo destinado à ruminação e ócio podem ser indicadores de estresse pelo calor devido às alterações no hábito de pastejo (Betancourt et al., 2003). Alguns resultados demonstram que o tempo gasto à sombra é proporcional à temperatura do ar, e animais sem acesso à sombra passam maior tempo ao redor do bebedouro (Widowski, 2001). Wheelock et al. (2010) verificaram uma queda de 30% no consumo de matéria seca nos animais em ambiente de estresse calórico, assim como uma redução de 27,6% na produção de leite. Rhoads et al. (2009) observaram um decréscimo médio no consumo de matéria seca de 7,45 kg/dia quando o índice de temperatura e umidade passou de 64. Este trabalho teve como objetivo caracterizar o ambiente em diferentes arranjos de integração silvipastoril, assim como correlacionar o índice de temperatura e umidade ITU e o comportamento de novilhas Girolanda nas condições encontradas no norte de Mato Grosso.

  • Resumo: O sistema silvipastoril é uma opção tecnológica de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) que consiste na combinação intencional de árvores, pastagens e gado numa mesma área e ao mesmo tempo. A aprovação da Lei 708/07 (02/04/2013), que institui a Política Nacional de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Brasil, reforça o crescente interesse na utilização de sistemas de produção sustentáveis. A integração ILPF vem sendo adotada em todo o Brasil e, atualmente, soma cerca de 11,5 milhões de hectares. Em Mato Grosso, a área implantada com sistemas de integração tem aumentado, sendo, atualmente, de 1,5 milhões de hectares distribuídos em 41 municípios. No entanto, em apenas 10% desta área, o componente florestal está presente (Embrapa, 2017). Para árvores em sistemas de integração ainda existem poucas informações em relação às variações de crescimento, produção, alocação da biomassa e qualidade da madeira. Estas informações são fundamentais para acessar o mercado de madeira serrada, que propicia maior valor agregado e maiores taxas de retorno aos produtores. Uma das formas de avaliar o efeito das tensões de crescimento é por meio da excentricidade da medula, pois troncos com medula excêntrica são mais propensos ao empenamento, formação de fendas circulares, além de serem problemáticos para o processamento mecânico (Randomski; Ribaski, 2010). A densidade básica é outro indicador útil da qualidade da madeira e das suas possibilidades de uso (Valério et al., 1998). Neste contexto, o objetivo foi avaliar e comparar o crescimento, as variações na produção e alocação da biomassa arbórea, na densidade básica da madeira e no deslocamento da medula ao longo do fuste de árvores de eucalipto implantadas em sistema silvipastoril e monocultivo.

  • Resumo: A arborização de pastagens é uma forma de uso da terra também conhecida por sistema silvipastoril. Principalmente em condições de elevadas temperaturas como as do Centro-Oeste brasileiro, a utilização de árvores para amenizar o estresse pelo calor de rebanhos leiteiros pode ser determinante da eficiência produtiva, reprodutiva e sanitária (Blackshaw; Blackshaw, 1994). A maioria das raças bovinas tende a sofrer estresse pelo calor em regiões quentes e com alta incidência de radiação, sendo alternativa o sombreamento por árvores para evitar esse efeito. Foram encontrados valores médios de temperatura da superfície corporal em pleno sol, pequenos bosques e árvores isoladas de 35,3°C, 34,3°C e 34,7°C, respectivamente (Navarini et al., 2009). Entretanto, na região centro-oeste a temperatura do ar no final do período das águas pode atingir até 45ºC ao meio dia, exigindo inevitavelmente formas de amenização dessas condições para produção animal eficiente (Lopes et al., 2016). Práticas de manejo, como o momento correto de entrada dos animais nos piquetes, populações de árvores e adequação do nível de utilização da forragem permitem ganhos de peso vivo por animal e por área satisfatório, podendo melhorar a produtividade de sistemas silvipastoris. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do sombreamento no comportamento de pastejo novilhas leiteiras e na massa de forragem disponível em sistemas silvipastoris com eucalipto e pastagem de capim Piatã sob pastejo rotativo em condições de sombreamento em distintas épocas do ano na região de transição Cerrado-Amazônia.

  • Resumo: O crescimento populacional e consequentemente da demanda por alimentos, fibra e energia tem provocado mudanças significativas no uso e cobertura dos solos, em especial nas regiões de clima tropical (Foley et al., 2005), o que, por sua vez, tem resultado no processo erosivo acelerado dos solos. A erosão hídrica acelerada é um dos principais fatores que atuam na redução da produtividade dos solos agrícolas (Carvalho et al., 2007). Esta, por sua vez, depende da precipitação, topografia, cobertura vegetal e das práticas conservacionistas utilizadas nos sistemas de produção. Entre esses fatores, os dois últimos são determinantes na redução da erosão hídrica em sistemas agrícolas, pois atuam tanto na redução do impacto das gotas da chuva quanto no aumento da matéria orgânica do solo, favorecendo o desenvolvimento do sistema radicular e a melhoria de atributos físicos do solo relacionados à infiltração de água e à agregação. Neste contexto, a implementação de sistemas integrados de produção, tais como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), apresenta potencialidade para a ?intensificação? sustentável e conservação dos recursos água e solo, base para todo sistema de produção. Objetivou-se com este trabalho avaliar as perdas de água e solo em área com sistemas ILPF e em área com solo exposto. Adicionalmente, buscou-se avaliar também a taxa de infiltração de água no solo.

  • Resumo: Ainda que os sistemas de integração se mostrem como uma estratégia promissora para o aumento da produtividade e otimização do uso da terra, a falta de resultados econômicos é, muitas vezes, um obstáculo para a adoção desses sistemas. Por meio do acompanhamento dos experimentos de integração realizados na Embrapa Agrossilvipastoril foi possível realizar o mapeamento das atividades de implantação e condução dos sistemas. No presente trabalho será apresentada uma análise do custo operacional do sistema de integração lavoura-pecuária, integração pecuária-floresta e integração lavoura-pecuária-floresta implantados na Embrapa Agrossilvipastoril, no período de 2011 a 2016

  • Resumo: O agronegócio brasileiro tem sido o principal responsável por sustentar a balança comercial nas últimas décadas. Entre todas as cadeias, a atividade pecuária deve ser destacada devido ao seu potencial para produzir carne bovina proveniente de animais criados em pastagens sem uma dependência maciça de suplementos de grãos e/ou aditivos. Embora existam alguns benefícios do modelo brasileiro, a produtividade invariavelmente está abaixo das expectativas em muitas fazendas, principalmente devido à disponibilidade de pastagens degradadas e baixa adoção de tecnologia. Além disso, o gado alimentado com capim no Brasil normalmente vive toda a sua vida em pastagens com baixa ou mínima diversidade de plantas, sem sombreamento e sob condições tropicais. Os sistemas silvipastoris têm potencial para mitigar efeitos climáticos como o estresse por calor (Baliscei et al., 2012; Galindo et al., 2013), reduzindo as perdas relacionadas ao baixo consumo de matéria seca (Wheelock et al., 2010), falhas na reprodução (Walsh et al., 2011) e saúde animal (Peli et al., 2013). No entanto, o sombreamento potencialmente pode piorar o parasitismo nos rebanhos criados nestes sistemas conforme descrito por Faria et al. (2016). Por outro lado, alguns estudos mostraram que os sistemas silvipastoris poderiam influenciar a ecologia da macrofauna edáfica, elevando as chances de controle biológico contra parasitas de bovinos (Soca et al., 2002; Auad et al., 2011). De acordo com Giraldo et al. (2011), as árvores fornecem um habitat adequado para escaravelhos e outros decompostos de esterco bovino, e algumas espécies atuam como predadores de parasitos que afetam negativamente o gado. O objetivo do presente estudo foi avaliar a riqueza, a abundância, a diversidade e a frequência de espécies de coleópteros em pastagem aberta e sistema silvipastoril estabelecido com Brachiaria brizantha cv. Marandu consorciado com árvores de eucalipto (Eucalyptus urograndis, H13 clone). Além disso, em ambos os sistemas, o estudo avaliou também a decomposição de bolos fecais, as condições microclimáticas e a taxa de lotação de novilhos Nelore.

  • Resumo: O livro apresenta de forma sistematizada as contribuições e os resultados que foram gerados e entregues para a sociedade desde a criação da Embrapa Agrossilvipastoril. O recorte se dá nas ações desenvolvidas entre os anos de 2009, quando a Unidade foi criada, e 2016. O conteúdo da publicação está organizado em 11 partes temáticas: Água, Solo e Clima; Aproveitamento de resíduos; Automação; Sistemas Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF); Produção Animal; Produção Vegetal; Recomposição Florestal; Recursos genéticos e melhoramento vegetal; Transferência de Tecnologia; Comunicação Organizacional; e Área de Gestão e Suporte às Atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Transferência de Tecnologias.

  • Resumo: A presente publicação objetiva apresentar o histórico do experimento denominado ?ILPF Corte? estabelecido e conduzido na Embrapa Agrossilvipastoril. O texto é apresentado de forma detalhada contemplando o planejamento do ensaio, o estabelecimento e condução do mesmo, apresentando sua estrutura física e o manejo da área experimental do ensaio. A Embrapa Agrossilvipastoril (CPAMT), localizada em Sinop, MT, tem como missão viabilizar soluções tecnológicas sustentáveis para os sistemas integrados de produção agropecuária em benefício da sociedade. Neste sentido sistemas de Integração Lavoura- Pecuária-Floresta (ILPF) se apresentam como temas de alta relevância e prioridade de estudos pelo CPAMT. Os sistemas de integração envolvendo ILPF vêm se revestindo de importância crescente na agricultura nacional ao longo dos últimos anos, possibilitando a recuperação de áreas degradadas por meio da intensificação do uso da terra, potencializando os efeitos complementares ou sinergéticos existentes entre as diversas espécies vegetais e a criação de animais, proporcionando, de forma sustentável uma maior produção por área. Para o estabelecimento do experimento ILPF Corte foram seguidas várias etapas tais como planejamento, discussão com equipes multidisciplinares, avaliando-se os objetivos a serem atingidos, a interação entre as diversas áreas técnico-científicas das diversas unidades da Embrapa e outras instituições, considerando ainda aspectos de infraestrutura da empresa e aplicação de recursos com a máxima precisão e eficiência. Nesse contexto, foi articulada uma reunião (Figuras 1 e 2) com vários pesquisadores de dezenove (19) unidades da Embrapa e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Sinop. A lista dos participantes é apresentada em seguida (Tabela 1), totalizando 30 profissionais das mais variadas áreas de pesquisa. A reunião foi realizada no Instituto Seprotec em Sinop, nos dias 13, 14 e 15 de Setembro de 2010. É importante salientar que a Embrapa Agrossilvipastoril planejou e articulou a reunião com os princípios básicos da necessidade de estruturar um experimento de grande porte, viabilizando-se assim estudos multidisciplinares e multiinstitucionais e de longa duração, viabilizando-se os estudos de indicadores de sustentabilidade ao longo do tempo.

  • Resumo: Até o final do século passado, a agricultura cresceu e se desenvolveu baseada na expansão de novas áreas para o cultivo, levando a perda de grandes áreas de florestas nativas e ecossistemas naturais (Alexandratos; Bruinsma, 2003), acarretando na perda de serviços ambientais. De acordo com Lal (2006), aproximadamente metade de todo o COS em áreas manejadas foi perdido nos últimos 200 anos, sendo esta uma das principais causas da degradação e consequente declínio da fertilidade dos solos. Segundo Lal (2004), cerca de 3,3 Pg ano-1 de carbono é emitido para a atmosfera devido ao preparo do solo em lavouras destinadas à produção de alimentos. A adoção de sistemas de manejo sustentáveis, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), surge como uma alternativa aos sistemas agrícolas convencionais não sustentáveis. Esses sistemas contam com grande potencial de promover melhorias na qualidade do solo, principalmente no que diz respeito ao aumento dos estoques de carbono, em curto e médio prazos (Bayer; Mielniczuk, 1997; Lovato et al., 2004; Bayer et al., 2006; Nicoloso, 2008; Batlle-Bayer et al., 2010; Piva, 2012; Sacramento et al., 2013; Gazolla et al., 2015;). A matéria orgânica do solo (MOS) desempenha um papel crucial na manutenção da atividade agrícola. O acúmulo da MOS promove melhorias nas propriedades físicas, biológicas e químicas do solo, possibilitando aumento na produtividade e redução de gastos com irrigação, fertilizantes, condicionadores de solo e outros insumos agrícolas. Entender como a MOS se comporta em diferentes tipos de manejo é essencial para o direcionamento de políticas públicas que visem a disseminação de práticas agrícolas que aumentem os estoques de COS e reduzam as emissões de GEE. O estoque e balanço de carbono em áreas de agricultura, principalmente em sistemas de ILPF são pouco estudados e entendidos. Sendo assim, o objetivo do trabalho cujos resultados estão apresentados neste capítulo, foi avaliar as alterações nos compartimentos da matéria orgânica do solo decorrentes da implementação de diferentes tipos de manejo (Eucalipto, Lavoura, Pecuária e ILPF), sobre o potencial de acúmulo de carbono de cada um desses tipos de manejos.

  • Resumo: Nos solos tropicais, as perdas de carbono (C) e nitrogênio (N) e consequente aumento das emissões de gases do efeito estufa (GEE) são intensificados em virtude da combinação entre alta temperatura e umidade (Scholes et al., 1997), associadas às relativamente baixas quantidades de material orgânico aportado nos sistemas, e resultam no aumento da degradação da matéria orgânica do solo (Cardoso et al., 2010; Silva Júnior et al., 2009). Neste sentido, a busca por sistemas agropecuários que aliem de forma sinérgica produção e sustentabilidade, vem aumentando anualmente, em virtude da maior demanda por alimentos e da necessidade de reduzir o desmatamento. A integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) destaca-se dentre os demais sistemas de produção devido à interação das diferentes modalidades de produção rural, pois promove maior diversidade de produtos e intensificação do uso da terra de maneira sustentável, melhorando a qualidade física, química e biológica do solo, proporcionadas, principalmente, pelo aumento da matéria orgânica do solo (Gouvello, 2010). No Brasil, atualmente a área cultivada com algum tipo de integração corresponde a 6% da área total cultivada no país, sendo que a região centro-oeste possui a segunda maior área cultivada com algum tipo desse sistema e é estimada na safra 2015/16 em 2,5 milhões de hectares o potencial de aumento é de 20% até 2020, sendo o estado de Mato Grosso o principal promotor na região. O crescente aumento das áreas de ILPF se deve as políticas públicas de incentivo à redução nas emissões de GEE (Brasil, 2009, 2010, 2014). Apesar do aumento das áreas com integração, Gil et al. (2016) relatam que o baixo conhecimento técnico dos produtores do estado de Mato Grosso é o principal fator limitante para a expansão da área sob ILPF no estado. A ILPF destaca-se como uma estratégia para maximizar efeitos desejáveis no ambiente, aliando o aumento de produção com a conservação de recursos naturais no processo de intensificação de uso das áreas já desmatadas no Brasil. Por sua vez, as contribuições da ILPF para o aumento/melhoria dos estoques de C e N no solo e melhoraria da qualidade física, química e biológica do solo devem ser melhor avaliadas para se estabelecer qual o arranjo que contribua para maior produtividade e atinja sustentabilidade ambiental. Desta forma, o presente estudo visou avaliar o potencial de acumulo de C e N do solo em sistemas de ILPF.

  • Resumo: Estratégico ao desenvolvimento das atividades de pesquisa da Embrapa, o Setor de Campos Experimentais (SCE) da Embrapa Agrossilvipastoril tem como principal objetivo dar suporte e atender a demandas diretas das áreas de Pesquisa e Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia. Além da responsabilidade pela implantação e condução dos experimentos a campo e nas casas de vegetação, o setor participou e gerenciou a intensa e desafiadora etapa de estruturação de um complexo campo experimental, capaz de atender atividades de diversas áreas do conhecimento.

  • Resumo: A utilização de sistemas integrados de produção se apresenta como uma das opções para garantir melhorias na produção de grãos, carne e madeira com sustentabilidade e conservação desses recursos. Os sistemas integrados podem ter diferentes configurações produtivas no campo, sendo que nos últimos anos tem se adotado cada vez mais a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Atualmente, consolidar que os sistemas integrados de produção serão atividades consideradas mitigadoras é fundamental, a fim de aprimorar o uso do solo e alcançar alta produtividade na agricultura. Contribuindo diretamente na desaceleração do desmatamento de novas áreas, principalmente sobre a região dos biomas Cerrado e Amazônia, definidas por serem áreas-chaves, por conterem uma biodiversidade endêmica e elevado grau de degradação ambiental. Portanto, é primordial monitorar por longo prazo os sistemas integrados de produção a fim de entender melhor aspectos de microbiologia de solos como: interação microrganismos vs sistemas de produção; interação microrganismos vs microrganismos; e interação microrganismos vs plantas cultivadas nos sistemas. Visto que os microrganismos são parte integrante da funcionalidade dos ecossistemas. Nesse contexto, o presente capitulo objetiva apresentar algumas informações sobre efeito de sistemas exclusivos e integrados de produção em: biodiversidade e estrutura de comunidades bacterianas do solo; prospecção de microrganismos antagônicos a fitopatógenos; prospecção de microrganismos solubilizadores de fosfato; e correlações de diversidade bacteriana de solo com a emissão de gases de efeito estufa.

  • Resumo: Os sistemas integrados de produção têm como premissa básica combinar na mesma área produtiva duas ou mais atividades agrícolas, ou seja, agricultura, pecuária e/ou silvicultura. Apesar de constituir uma estratégia interessante de uso da terra, ainda faltam informações acerca dos efeitos que estes sistemas provocam nas condições microclimáticas, principalmente quando há o componente florestal. Por isso, o monitoramento destas informações em modelos físicos de longa duração é importante para permitir extrair conclusões relacionadas a ocorrência de interações benéficas ou prejudiciais e quanto a sustentabilidade dos sistemas integrados. A radiação solar no interior da comunidade vegetal é o primeiro elemento meteorológico a ser modificado com a introdução das árvores no sistema (Brenner, 1996), as quais alteram o balanço de energia e o comportamento dos ventos, influenciando no uso de água pelas plantas e na produção destas, e protegem os animais do calor e frio intensos. Na medida em que ocorrem alterações no microclima, como atenuação da radiação solar incidente e diminuição da temperatura, os cultivos consorciados com espécies florestais parecem promover menores perdas de água pela transpiração excessiva, melhorando a economia hídrica. Assim, objetivou-se com esse trabalho monitorar as condições microclimáticas no experimento ILPF Corte da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, MT.

  • Resumo: Os sistemas integrados de produção têm como premissa básica combinar na mesma área produtiva duas ou mais atividades agrícolas, ou seja, agricultura, pecuária e/ou silvicultura. Apesar de constituir uma estratégia interessante de uso da terra, ainda faltam informações acerca dos efeitos que estes sistemas provocam nas condições microclimáticas. Por isso, o monitoramento destas informações em modelos físicos de longa duração gerará subsídios para concluir sobre as interações benéficas ou prejudiciais e a sustentabilidade dos sistemas integrados. A radiação solar no interior da comunidade vegetal é o primeiro elemento meteorológico a ser modificado com a introdução das árvores no sistema (Brenner, 1996), pois as mesmas alteram o balanço de energia e o comportamento dos ventos, influenciando no uso de água pelas plantas e na produção destas, e ainda protegem os animais de calor e frio intensos. Na medida em que ocorrem alterações no microclima, como atenuação da radiação solar incidente e diminuição da temperatura, os cultivos consorciados com espécies florestais tendem a ter menores perdas de água pela transpiração excessiva, aumentando a eficiência hídrica. Assim, objetivou-se com esse trabalho monitorar as condições microclimáticas no experimento ILPF Leite da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, MT.

  • Resumo: O aproveitamento de água e nutrientes pode ser afetado por condições físicas limitantes no solo. O impacto do pisoteio do gado nos atributos físicos do solo tem sido um dos principais problemas relatados em sistemas integrados de produção (Lanzanova et al., 2007), porém alguns trabalhos mostram que os efeitos não chegam a degradar a estrutura física do solo (Spera et al., 2009). Por outro lado, Fidalski (2015) relatou melhorias nos atributos físicos do solo quando a forrageira é manejada adequadamente, com altura de pastejo de 0,27 m, atribuído ao maior aporte de carbono orgânico total nessas condições. No Brasil, apesar de inúmeras pesquisas para determinação de atributos físicos de solos, são inexistentes essas informações relacionadas com sistemas de produção integrados no bioma Amazônico. Diante do exposto, este trabalho teve por objetivo apresentar a evolução de atributos físicos de um Latossolo Vermelho-Amarelo sob diferentes sistemas de produção, em Sinop, Mato Grosso.

  • Resumo: No sistema ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta), há um grande número de espécies vegetais conduzidas ao mesmo tempo e a permanência de componentes no sistema podem servir como habitat ou hospedeiros para pragas e doenças (Oliveira et al., 2005), porém ainda faltam estudos sobre as doenças que possam se desenvolver nesse sistema. A maior preocupação no manejo de doenças no sistema ILPF, é a ocorrência de patógenos como Sclerotinia sclerotiorum, Fusarium sp. e Rhizoctonia sp., que por possuírem vários hospedeiros poderiam se disseminar no sistema. A introdução dos mesmos pode ocorrer via sementes e mudas contaminadas e a sobrevivência se dá através de estruturas de resistência. Com base nessa preocupação, durante o período de execução do projeto, houve o monitoramento de dos patógenos presentes nos grãos de soja.

  • Resumo: Diferentes espécies de fungos habitantes do solo, incluindo Fusarium, Rhizoctonia, Sclerotium, Macrophomina e Pythium infectam culturas de importância econômica e causam consideráveis perdas. Na área experimental da Embrapa Agrossilvipastoril, foram retiradas amostras durante a estação chuvosa do ano, na safra 2015/16, para caracterização da população de fungos fitoparasitas habitantes do solo, nos diferentes sistemas de integração lavoura pecuária floresta (iLPF). Com o intuito de verificar a patogenicidade de isolados de Fusarium spp obtidos, conduziu-se o teste de patogenicidade em soja. Vasos contendo uma mistura autoclavada de solo e areia (1:3), foram semeados com a variedade TMG 132. Após 10 dias da semeadura, efetuou-se o desbaste, deixando-se duas plantas por vaso para a inoculação. Seis isolados de Fusarium spp (40P1; 02B, 20P1, 08P5, 35B e 10B) foram selecionados aleatoriamente para o teste. A inoculação do fungo foi realizada pela técnica do palito de dente. Os palitos foram esterilizados e colocados sobre placas de Petri contendo B.D.A, onde os isolados foram semeados. Aos 7 dias após a incubação, o micélio colonizou os palitos. 15 dias após a semeadura procedeu-se a inoculação, introduzindo o palito colonizado no coleto da planta. A testemunha recebeu palitos de dente não inoculados. Após inoculação as plantas foram deixadas em câmara úmida por 48 hs. Em seguida foram mantidas em sala climatizada com temperatura de 25oC e com irrigação manual. Após 21 dias da inoculação procedeu-se a avaliação, através de observação dos sintomas. A avaliação foi qualitativa, constatando-se ou não a ocorrência de murcha. Dos seis isolados testados (40P1; 02B, 20P1, 08P5, 35B e 10B), três (02B, 20P1 e 08P5), foram patogênicos às plantas de soja. A próxima etapa da pesquisa é a identificação, através de técnicas moleculares, das espécies dos isolados de Fusarium spp. utilizados nesse trabalho.

  • Resumo: Na ILPF pouco se sabe sobre os efeitos da sombra das árvores na fisiologia da cultura da soja, devido à alta complexidade do sistema. Balbino et al., (2011), relatam que a integração de árvores e cultivos agrícolas pode resultar na utilização mais eficiente de água, nutrientes e radiação solar por sua vez, Viana et al., (2012) mencionam que, à medida que as árvores crescem, ocorre redução na radiação no sub-bosque. Desta forma, avaliações de variáveis fisiológicas, são imprescindíveis para determinar a influência do ambiente sobre a planta, pois a atividade fotossintética é afetada pela intensidade de radiação luminosa, temperatura, concentração de CO2 e umidade do solo (Marenco; Lopes, 2005). Além disso, as variáveis como condutância estomática e taxa de transpiração são responsáveis pelo controle estomático e perda de agua pela planta, que são fundamentais para assimilação do CO2 disponível na atmosfera afetando o crescimento e a produção da planta. As clorofilas são responsáveis pela captura da luz usada na fotossíntese e essenciais na conversão da radiação luminosa em energia química (Jesus; Marenco, 2008). Outro fator que influi no crescimento da cultura é o índice de área foliar (IAF), utilizado para avaliar respostas das plantas a diferentes condições de ambiente. Haja vista a importância dos impactos promovidos pelo sombreamento nos processos fisiológicos da soja, provocado pelo componente florestal e a escassez de estudos em sistemas de ILPF, o estudo objetivou avaliar as características fisiológicas da cultura da soja em sistemas de cultivo exclusivo e de ILPF e sua produtividade, após quatro anos de implantação do sistema.

  • Resumo: A agricultura brasileira tem contribuído sobremaneira para os resultados positivos observados na Balança Comercial ao longo dos últimos anos: 44,2% (US$ 96 bilhões) do valor total das exportações brasileiras em 2017 (Brasil, 2018). As atividades agropecuárias de larga escala, conectadas ao mercado internacional de commodities, caracterizam-se como um setor altamente competitivo, tecnificado, com um grande número de produtores ofertando um produto homogêneo e no qual o produtor apresenta pouco, ou nenhum, poder de mercado (Gasques et al., 2010). A alta volatilidade dos preços no mercado internacional de commodities, movimento influenciado por fatores internos e externos como oferta e demanda mundial, nível de estoques global, câmbio, juros e decisões políticas de toda sorte que se traduzem em impactos nos preços, faz com que os produtores de commodities agrícolas precisem lidar, além dos riscos inerentes à atividade produtiva, com riscos de mercado associados ao movimento dos preços de comercialização, variável sobre a qual eles não possuem quase nenhuma capacidade de gerenciamento ou controle (Goodwin, 2000; Miranda; Glauber, 1997). Como estratégia para permanecer no mercado o produtor agrícola precisa aumentar sua eficiência produtiva - reduzindo custos e aumentando produtividade ? e/ou buscar sistemas produtivos que possibilitem a redução dos impactos negativos da oscilação dos preços em seus retornos. Considerando o segundo aspecto, uma alternativa seria a redução dos riscos de mercado via diversificação da produção, seguindo a lógica desenvolvida por Markowitz (1952) para o mercado de ações. Tendo em conta as políticas públicas e planos do governo brasileiro para a intensificação da adoção de sistemas agrícolas sustentáveis têm-se como uma alternativa para a diversificação da produção agropecuária os sistemas de integração lavourapecuária- floresta (ILPF). O presente trabalho tem como objetivo contribuir com a discussão dos efeitos da diversificação da produção sobre os retornos esperados pelos produtores agropecuários ao propor uma análise que aprofunda o entendimento sobre os impactos dos preços dos componentes dos sistemas ILPF (soja, milho safrinha, algodão safrinha e boi) nos retornos observados pelos produtores.

  • Resumo: O conhecimento do comportamento dos componentes dos sistemas ILPF em seus diversos arranjos é fundamental e para a adoção destes sistemas. Os sistemas ILPF são sistemas complexos, especialmente quando está presente o componente florestal, que são, segundo Balbino et al. (2011), os mais complexos e que demandam maior conhecimento técnico. O conhecimento de como as culturas da soja e do milho se desenvolvem nestes sistemas e fundamental para adoção de técnicas que irão proporcionar maior eficiência assim como no planejamento e na decisão do manejo de sistemas integrados. Melhores entendimentos das exigências climáticas destas culturas e das relações de incidência solar, sombreamento e água no sistema solo-planta-atmosfera contribuirão para minimizar os riscos de insucesso da produção agrícola. O conhecimento sobre a distribuição da radiação solar no entre renque ou sub-bosque em sistemas agrossilvipastoris adquire grande importância como base para planejar mais adequadamente o manejo dos componentes do sistema, tanto agrícolas, como florestais, como pastagem (Oliveira, 2005). A continuidade de avaliações ao longo do ciclo de crescimento das árvores são necessárias para determinar a magnitude espacial e temporal de seus efeitos sobre as lavouras de grãos e plantas forrageiras e para gerar subsídios técnicos para a otimização da combinação dos diferentes componentes da ILPF aliadas à avaliação econômica do sistema. Portanto, objetivou-se com esse trabalho avaliar o comportamento das culturas da soja e milho em diferentes sistemas de produção exclusivos e integrados ILPF no Norte de Mato Grosso.

Página 1 de 2

Associadas Rede ILPF

Secretaria Executiva