MAIS QUE SÓ IRRIGAR - Para César Gesualdo, a Santa Nice é uma das fazendas consideradas modelo em sistemas integrados e, diferente do que alguns possam imaginar, contar com irrigação não significa ter a solução para todos os problemas. “É preciso, antes de tudo, fazer um manejo de solo adequado para conseguir usar a irrigação como uma ferramenta complementar”, diz ele, explicando que a irrigação ajuda muito nesse processo ao potencializar a produtividade e dar segurança ao investimento, mas é indispensável pensar também em manejo de solo e nutrição da planta, permitindo que a soja tenha alto potencial produtivo. Após a colheita da soja, a área é destinada a pastagem, com o plantio de capim braquiária, alojando de 3 a 4 unidades animal (UA) por hectare e produzindo de 15 a 20 arrobas de carne/hectare durante o período de inverno.

PRODUTIVIDADE - O pesquisador do Iapar, Sérgio José Alves, ressalta o porte alto e a grande quantidade de vagens da lavoura que, no geral, apresentando um bom estande. “As plantas estão muito sadias e é visível o seu elevado potencial”, observa. Segundo ele, contar com o pivô central nesta fase crítica praticamente vai garantir uma alta produtividade. “A questão de você fazer toda a tecnologia bem feita, e ainda ter o pivô, pode ser o diferencial para colher sempre com alta produtividade.”

MINIMIZAR RISCOS - Na visão de Alves, o produtor precisa correr menos riscos, de maneira que o investimento em irrigação garanta a ele a colheita de 70 sacas por hectare mesmo nas regiões mais quentes e de solos pobres do arenito caiuá. “Principalmente nos anos difíceis, como este, de seca e forte calor, o pivô faz muita diferença”, completa o pesquisador.