Unidade de Referência Tecnológica de integração pecuária-floresta, na fazenda São Paulo

Na próxima sexta-feira, dia 24, a parceria entre Embrapa e Senar-MT promoverá na Fazenda São Paulo, município de Brasnorte (MT), o 2º Dia de Campo sobre Tecnologias de Produção Agropecuária Sustentável. As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas antecipadamente.

De propriedade de Vitório Herklotz, a Fazenda São Paulo é uma das Unidades de Referência Tecnológica de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) acompanhadas pela Embrapa Agrossilvipastoril. Durante o dia de campo será possível conhecer a estratégia produtiva adotada no local, acompanhar o desenvolvimento do sistema e seus resultados.

Aplicativos permitem conhecer ILPF por meio de realidades virtual e aumentada 

As realidades virtual (RV) e aumentada (RA) são tecnologias usadas atualmente em diversas áreas, como entretenimento, educação, ciência, medicina e também na agropecuária. A Embrapa utiliza hoje RA e RV como ferramentas didáticas para demonstrar  suas pesquisas sobre o sistema de  Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). 

Os aplicativos foram desenvolvidos pelos jornalistas Gabriel Faria e José Heitor Vasconcellos,  com o objetivo de facilitar o entendimento e a interação dos usuários  com os   principais conceitos desse sistema.

ILPF em realidade virtual - Foto: Rede ILPF

O Seminário de Aplicativos, Realidade Virtual e Realidade Aumentada na Agricultura será realizado no dia 22 de maio, na Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas.    

Segundo um dos coordenadores desse evento, José Heitor Vasconcellos, da Embrapa, o seminário irá discutir temas que estão revolucionando a forma de interação com o produtor rural, como a agricultura digital, o mercado para os aplicativos agrícolas e as novas ferramentas para informação, conhecimento e transferência de tecnologia.

João K mostrou a oportunidade do Brasil para intensificar a produção de forma sustentável com os sistemas ILPF

Os benefícios dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), atualmente presentes em cerca de 15 milhões de hectares no Brasil, foram apresentados pelo pesquisador João Kluthcouski (João K), da Embrapa Cerrados, em palestra realizada no dia 3 de maio, em Uberaba (MG), durante a Expozebu 2019. A palestra integrou a programação do 10º Encontro Rural Jovem, promovido pela ABCZ Jovem em parceria com a Sociedade Rural Brasileira, e contou com a participação de cerca de 600 pessoas, entre estudantes e jovens produtores rurais.

12ª Semana de Integração Tecnológica terá seminário sobre pecuária e meio ambiente

O sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) com foco no componente pecuário e no meio ambiente é o tema do seminário que acontecerá dia 21 de maio, durante a 12ª Semana de Integração Tecnológica, na Embrapa Milho e Sorgo.

O sistema é uma estratégia de produção sustentável, que integra atividades agrícolas, pecuárias e florestais, realizadas na mesma área. Pode ser feito em cultivo consorciado, em sucessão ou rotacionado. Assim, promove uma cooperação entre os componentes do agrossistema e favorece o meio ambiente e o bem-estar dos animais e contempla quatro modalidades de sistemas: Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), Lavoura-Pecuária (ILP),  Pecuária-Floresta (IPF) e Lavoura-Floresta (ILF).

Entre os instrumentos de políticas públicas que o produtor tem às mãos para amenizar os riscos está o zoneamento agrícola de risco climático (Zarc), iniciado em 1996, disponibilizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e sob responsabilidade da Embrapa. O Zarc possibilita reduzir, sensivelmente, os riscos na atividade e permite seguridade agrícola, a partir de orientações em relação a melhor época de plantio e semeadura das culturas.

Em solos arenosos, frágeis em fertilidade, sua utilização minimiza perdas. A resolução é dos pesquisadores da Embrapa Carlos Ricardo Fietz e Balbino Evangelista, integrantes da Rede do Zarc. Entre os principais desafios da ferramenta, eles apontam a disponibilização de dados organizados e padronizados, de forma que o produtor não tenha somente data de semeadura, mas informações sobre manejo, boas práticas, recomendações, dentre outras.

Dia de Campo e Giro Técnico da Expozebu 2019 receberam cerca de 500 produtores e estudantes

Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), medidas para manter a produtividade do pasto e a fertilidade do solo, além de um estudo sobre a produção de leite em um sistema ILPF, tendo como pano de fundo a recuperação das áreas com pastagens degradadas, foram os temas apresentados no Dia de Campo e no Giro Técnico realizados pela Embrapa e a Associação dos Criadores de Zebu (ABCZ) de 1º a 3 de maio em Uberaba (MG), durante a 85ª Edição da Expozebu, maior feira de zebuínos do mundo.

Nos três dias, participaram cerca de 500 pessoas, entre produtores, técnicos e alunos de cursos de ciências agrárias. As apresentações foram realizadas na Estância Orestes Prata Tibery Junior por pesquisadores da Embrapa Cerrados (DF) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), além de representantes comerciais do Grupo Vittia e da Agroceres, empresas apoiadoras dos eventos juntamente com a Major, o Governo de Minas Gerais e a Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto).

Especialistas discutem cultivo da cana-de-açúcar em solos arenosos

Os estudos em solos arenosos avançaram ao longo dos anos e as pesquisas com cana-de-açúcar também. Uma aposta dos pesquisadores é inserir a cultura na integração lavoura-pecuária e tê-la como terceira opção. O foco da ciência é claro, a diversificação melhora o sistema produtivo e, consequentemente, agrega-se valor e renda à atividade agrícola. 

“A produtividade dos canaviais caiu com a mecanização e o baixo investimento, os preços também não estão favoráveis, seja do açúcar ou do etanol. Desta forma, agregar outras fontes de renda, como lavoura e pecuária, é estratégico para a estabilidade econômica da atividade. Além disso, o sistema traz evidentes melhorias para o solo, inclusive com quebras de ciclos de pragas e doenças, o que aumenta a sustentabilidade como um todo”, afirma o pesquisador da Embrapa (Dourados, MS), César José da Silva, que desenvolve estudos na área em Mato Grosso do Sul.

Coordenador desta edição, o pesquisador Guilherme Donagemma (Embrapa Solos-RJ) conta a trajetória do evento.

Com o tema “Intensificação agropecuária sustentável em solos arenosos”, teve início hoje (7) no auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Campo Grande (MS), a terceira edição do Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos. O público, ao redor de 250 pessoas, participou de mesas-redondas e palestras e é formado por pesquisadores, técnicos, acadêmicos, produtores e autoridades.

Coordenador desta edição, o pesquisador Guilherme Donagemma (Embrapa Solos, RJ) comentou a trajetória do evento, iniciado em 2014 em Presidente Prudente (SP), e ressaltou o esforço para discutir o tema devido à sua importância, como fronteira agrícola. “Não somente para o Estado de Mato Grosso do Sul, que tem extensas áreas, mas em regiões como de Matopiba. O que pretendemos é direcionar as pesquisas em solos arenosos, subsidiar a formação de políticas públicas, auxiliar os produtores na tomada de decisão e prover de informação e tecnologias os técnicos da extensão rural e assistência técnica”, afirma o especialista em física do solo. 

Sistemas integrados não escolhem clima, nem solo

A produção agropecuária intensificada permitiu que as regiões de solos arenosos no País se transformassem social, econômico e ambientalmente, quebrou paradigmas. Os desafios de se produzir em areia foram superados a partir da adoção de tecnologias, por parte dos produtores rurais, e o avanço das pesquisas na área. 

Um exemplo que reúne adoção e pesquisa são os sistemas integrados de produção, capazes de recuperar áreas degradadas, trazendo produtividade a locais improváveis. A tecnologia não escolhe solo, clima e nem tamanho de propriedade, podendo ser aplicada em qualquer região do Brasil, dada as devidas peculiaridades. Com potencial para atingir 15 milhões de hectares no País, com algum modelo de integração, os sistemas, atualmente, ocupam 11,47 milhões de hectares.

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