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Resumo: A utilização de sistemas integrados de produção se apresenta como uma das opções para garantir melhorias na produção de grãos, carne e madeira com sustentabilidade e conservação desses recursos. Os sistemas integrados podem ter diferentes configurações produtivas no campo, sendo que nos últimos anos tem se adotado cada vez mais a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Os sistemas de iLPF possibilitam a recuperação de áreas degradadas por meio da intensificação do uso da terra, potencializando os efeitos complementares ou sinergéticos existentes entre as diversas espécies vegetais e a criação de animais, proporcionando, de forma sustentável, uma maior produção por área. Nesses sistemas de produção as avaliações da diversidade microbiana do solo podem fornecer indicativos sobre a variedade e variabilidade em termos de número e abundância de espécies presentes em determinado solo. As estrategias para estudos microbianos empregadas atualmente tem sido a biomassa microbiana, atividade enzimatica, prospecção e biodiversidade. As ferramentas de biologia molecular tembém tem contribuido muito para o avanço do conhecimento de ecologia microbiana. Nesse contexto, o presente capitulo objetiva apresentar ao leitor algumas informações sobre sistemas integrados de produção e a importancia de se entender a microbiologia de solos nesses sistemas. Adicionalmente, são apresentadas algumas ferramentas de estudo, classicas e moleculares, usadas para avaliar indicadores microbiologicos de qualidade solo, prospecção e biodiversidade.

Resumo: Este trabalho visa apresentar os resultados e desdobramentos obtidos durante uma década de implementação e condução do sistema de iLPF e destacar os seus aspectos inovadores e sustentáveis na Fazenda Boa Vereda, no município de Cachoeira Dourada, sul do Estado de Goiás.

Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do sistema de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) sobre a taxa de sobrevivência e o crescimento inicial de Castanha do Pará (Bertholletia excelsa), Cumaru (Dipteryx odorata) e mogno africano (Khaya ivorensis) em Belterra - Pará. Foi utilizado um delineamento inteiramente casualizado em cinco repetições. As parcelas foram compostas pelos renques do sistema iLPF: Castanha do Pará, Cumaru e Mogno africano. Foram analisadas as variáveis: Altura (m) e a taxa de sobrevivência (%). Os resultados da análise estatística indicaram diferença significativa para a taxa de sobrevivência, sendo os maiores valores (96,88 e 97,57%) apresentados pela Castanha do Pará e Mogno africano. O crescimento em altura das plantas apresentou diferença significativa entre os tratamentos, sendo o maior valor (1,27 m) encontrado no Mogno africano. As espécies florestais cultivadas no sistema de integração Lavoura-Pecuária-Floresta mostraram-se promissoras para serem utilizadas na recuperação de áreas degradadas em função da alta adaptabilidade na região em estudo, sendo indicado o seu cultivo.

Os sistemas de produção integrados são uma alternativa para otimizar o uso da terra, diversificar a produção e minimizar a estacionalidade de produção ao longo do ano. As interações que ocorrem entre os componentes desses sistemas podem causar modificações morfofisiológicas na forrageira, capazes de alterar os seus padrões de crescimento e de alocação de tecidos, alterando a composição morfológica do pasto. Objetivou-se com este estudo quantificar os efeitos dos diferentes sistemas de produção integrados sobre a composição morfológica do pasto durante o inverno. O estudo foi realizado na Embrapa Agrossilvipastoril, Sinop - MT, foram avaliados seis sistemas de produção pecuária, com pastagens de capim Marandu: pecuária tradicional (P), integração lavoura-pecuária (iLP), integração pecuária-floresta (iPF), integração lavoura-pecuáriafloresta (iLPF), e dois sistemas em que a pastagem é estabelecida anualmente após a lavoura, iLP-safrinha (pastagem após a colheita da soja) e iLPF-safrinha (cultivo de soja, seguida por milho+ pastagem, entre os renques de eucalipto). Nos sistemas iLP e iLPF, a pastagem foi implantada na área após dois anos de cultivo com lavoura. Nos sistemas iPF e iLPF-safrinha as árvores são dispostas em linhas triplas espaçadas a 30 metros entre renques e no sistema iLPF em linhas simples espaçadas a 37 metros. Em agosto de 2016 (entre-safra) foram coletas amostras de forragem em pontos representativos da altura média do pasto, utilizando aro com área de 0,64 m2. Nos tratamentos com presença do componente florestal foram coletadas duas amostras em cada linha nas distâncias de 7,5 me 15 m dos renques centrais de árvores, nas faces sul e norte, totalizando 8 amostras por piquete. Nos sistemas a pleno sol foram coletadas 4 amostras por piquete, aleatoriamente. Sub amostras foram levadas ao laboratório para separação do material em lâmina, pseudocolmo + bainha e material morto. Os dados foram submetidos a análise de variância e as médias comparadas ao nível de significância de 5% utilizando o software SAS. Não foram observadas diferenças (P>0,05) na composição morfológica (lâmina, colmo e forragem morta) do pasto entre os tratamentos P, iLP, iPF e iLPF. Os tratamentos com pastagem anual (iLP-safrinha e iLPF-safrinha) apresentaram melhor (P<0,05) composição morfológica durante o período do inverno, com maior porcentagem de folha (14, 1 o/o) e menor porcentagem de material morto (38,9%) em relação às pastagens estabelecidas a mais de um ano, que obtiveram médias de 3,9 e 83,2% de folhas e forragem morta, respectivamente. A pastagem anual implantada em sistema sem sombreamento (iLP-safrinha) apresentou melhor composição morfológica em relação ao sistema iLPF-safrinha, por possuir menor porcentagem de colmo. A implantação de pastagens em sucessão à lavoura pode ser uma boa estratégia para alimentação dos animais durante o período seco, pois possibilita oferecer aos animais um pasto de melhor qualidade, com maior proporção de folhas.

O cultivo integrado da soja com pastagens é uma das principais formas para diversificar os sistemas de produção de grãos no Brasil. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar o efeito de intensidades de pastejo em U. ruziziensis, de épocas de dessecação desta em relação à semeadura da soja e da adubação da cultura com nitrogênio mineral sobre o crescimento e o desempenho produtivo da cultivar de soja NK 7059 RR. Foram testadas três alturas de manejo da pastagem de U. ruziziensis (15, 35 e 50 cm), pastejada de forma contínua por seis meses, além de um piquete sem pastejo, constituindo quatro experimentos distintos. Em cada experimento foi utilizado o delineamento de blocos completos casualizados, com três repetições, em esquema de parcelas subdivididas. Nas parcelas foram alocadas quatro épocas de dessecação da pastagem (35, 28, 20 e 8 dias antes da semeadura da soja) e, nas subparcelas, a adubação nitrogenada na soja (sem N ou com 30 kg de N ha-1 na semeadura). Após a análise estatística de cada experimento, realizou-se análise conjunta. As intensidades de pastejo não afetaram significativamente o crescimento e o desempenho da soja cultivada em sucessão. O aumento do intervalo entre a dessecação e a semeadura da soja e a adubação nitrogenada na cultura incrementaram o crescimento e o acúmulo de N no início do ciclo de desenvolvimento da cultura, mas essas diferenças foram inexpressivas no período reprodutivo, não afetando a produtividade de grãos.

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