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Resumo: A integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é uma estratégia de produção agropecuária que reúne tecnologias e sistemas de produção, contemplando a integração de atividades agrícolas, pecuárias e florestais em uma mesma área, em cultivo consorciado, em sucessão ou rotacionado, buscando-se efeitos sinérgicos entre os componentes do agroecossistema. O reconhecimento dos impactos positivos da ILPF levou a sua inclusão em políticas públicas nacionais e o compromisso do país em aumentar em até 9 milhões de hectares a área desse sistema no Brasil. Ações de transferência de tecnologia assumem relevância no processo de expansão das áreas de ILPF e para identificar as mais favoráveis a Embrapa realizou u mapeamento de todo o território nacional. Em vista desse cenário, presente trabalho objetivou: a) desenvolver uma metodologia para identificar e ponderar os critérios geoespaciais, com vistas a identificar áreas prioritárias para ações de TT em sistemas ILPF, utilizando-se uma abordagem baseada na conjugação da prospectiva estratégica com Análise Multicritério (AMC) e Sistemas de Informação Geográfica (SIG), e b) apresentar o resultado dessa análise espacial com a priorização dessas áreas no território brasileiro para ações de transferência de tecnologia.

Resumo: Estudos visando elevar a qualidade dos solos da Amazônia têm crescido na última década em virtude de seu uso inadequado pode limitar a capacidade de sua produção. Na Região Amazônica, pesquisas demonstram que a agropecuária contribui com o aumento de áreas degradadas correlacionadas ao desflorestamento, no entanto, essa prática possui considerável importância na economia. Portanto o objetivo deste trabalho foi avaliar os níveis de densidade, porosidade total, macroporosidade e microporosidade, os teores de carbono orgânico e quantificar o estoque de carbono nas camadas no perfil do solo em um sistema de iLPF e em sistemas convencionais no município de Paragominas, Pará. Foi utilizado um delineamento inteiramente casualizado, com três repetições, em esquema de parcela subdividida com quatro parcelas (sistemas de manejo do solo) e sete subparcelas (camadas do solo). As parcelas foram compostas por: sistema iLPF-Paricá, lavoura com plantio convencional de milho (PM), pastagem manejada com criação de gado de corte em sistema extensivo (PE) e como testemunha uma floresta secundária (FS). As subparcelas foram as profundidades de amostragem: 0-10, 10-20, 20-30, 30-40, 40-60, 60-80 e 80-100 cm. O sistema de integração iLPF-Paricá, aos cinco anos de cultivo, melhorou as condições físicas de densidade e porosidade do solo, além dos teores e estoques de carbono orgânico nas camadas subsuperficiais. O PM promoveu aumento da densidade do solo e perda de porosidade total e microporosidade em profundidade, mas apresentou teores e estoques de carbono orgânico similar ao sistema de integração Lavoura-Pecuária-Floresta. A pastagem demonstrou teores e estoques de carbono orgânico semelhante à floresta secundária, porém, indicou redução de macroporosidade.

Resumo: A integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), tem por objetivo recuperar áreas alteradas ou degradadas; o sistema em si é elaborado por meio de cultivos consorciados, rotacionados ou em sucessão, estimulando uma produção sustentável que integra atividades agrícolas, pecuárias e florestais. O objetivo deste trabalho foi avaliar o crescimento inicial das espécies florestais: cumarú (Dipterix odorata) e mogno africano (Khaya ivorensis) em sistema de integração lavoura-pecuária-floresta em plantio puro e misto. O crescimento foi monitorado a cada mês no período de dezembro de 2016 a abril de 2017, determinando o diâmetro do colo e a altura das plantas. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com 12 repetições. O cumaru apresentou maior crescimento em diâmetro e altura em plantio misto tendo diferença significativa (P=0,05) de um plantio para o outro. O mogno africano também apresentou maiores médias de crescimento em plantio misto, mostrando diferença significativa (P=0,05) nas médias de altura, no entanto não foi possível observar diferença estatística (P=0,05) entre as médias do diâmetro. O cumaru mostrou maior desenvolvimento em diâmetro em plantio puro, e maior altura em plantio misto. O desenvolvimento em diâmetro do mogno africano não diferiu entre os plantios, porém apresentou maior crescimento em altura em plantio misto.

Resumo: Diferentes espécies de fungos habitantes do solo, incluindo Fusarium, Rhizoctonia, Sclerotium, Macrophomina e Pythium infectam culturas de importância econômica e causam consideráveis perdas. Na área experimental da Embrapa Agrossilvipastoril, foram retiradas amostras durante a estação chuvosa do ano, na safra 2015/16, para caracterização da população de fungos fitoparasitas habitantes do solo, nos diferentes sistemas de integração lavoura pecuária floresta (iLPF). Com o intuito de verificar a patogenicidade de isolados de Fusarium spp obtidos, conduziu-se o teste de patogenicidade em soja. Vasos contendo uma mistura autoclavada de solo e areia (1:3), foram semeados com a variedade TMG 132. Após 10 dias da semeadura, efetuou-se o desbaste, deixando-se duas plantas por vaso para a inoculação. Seis isolados de Fusarium spp (40P1; 02B, 20P1, 08P5, 35B e 10B) foram selecionados aleatoriamente para o teste. A inoculação do fungo foi realizada pela técnica do palito de dente. Os palitos foram esterilizados e colocados sobre placas de Petri contendo B.D.A, onde os isolados foram semeados. Aos 7 dias após a incubação, o micélio colonizou os palitos. 15 dias após a semeadura procedeu-se a inoculação, introduzindo o palito colonizado no coleto da planta. A testemunha recebeu palitos de dente não inoculados. Após inoculação as plantas foram deixadas em câmara úmida por 48 hs. Em seguida foram mantidas em sala climatizada com temperatura de 25oC e com irrigação manual. Após 21 dias da inoculação procedeu-se a avaliação, através de observação dos sintomas. A avaliação foi qualitativa, constatando-se ou não a ocorrência de murcha. Dos seis isolados testados (40P1; 02B, 20P1, 08P5, 35B e 10B), três (02B, 20P1 e 08P5), foram patogênicos às plantas de soja. A próxima etapa da pesquisa é a identificação, através de técnicas moleculares, das espécies dos isolados de Fusarium spp. utilizados nesse trabalho.

Resumo: Até o final do século passado, a agricultura cresceu e se desenvolveu baseada na expansão de novas áreas para o cultivo, levando a perda de grandes áreas de florestas nativas e ecossistemas naturais (Alexandratos e Bruinsma, 2003), acarretando na perda de serviços ambientais. De acordo com Lal (2006), aproximadamente metade de todo o COS em áreas manejadas foi perdido nos últimos 200 anos, sendo esta uma das principais causas da degradação e consequente declínio da fertilidade dos solos. Segundo Lal (2004), cerca de 3,3 Pg/ ano de carbono é emitido para a atmosfera devido ao preparo do solo para a produção de alimentos. Conforme descrito por Smith e Gregory (2013b) e Foley et al. (2011), ao mesmo tempo que garantir a segurança alimentar, há uma necessidade urgente para diminuir o impacto da produção de alimentos no clima (Smith et al., 2008), e de melhorar a resiliência da produção de alimentos para as mudanças ambientais futuras (Smith et al., 2013a; Smith, 2015). De acordo com as projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), o setor agrícola será muito afetado com a mudança global do clima com impactos na sua produtividade, manejo e na distribuição espacial das culturas hoje existentes. Sendo assim, é necessário mudar o paradigma da agricultura com uso de práticas de manejo que favoreçam o equilíbrio dos atributos físicos e químicos do solo, como aumento dos teores de C, N, retenção de água, redução da perda de solo por erosão e lixiviação. De acordo com Lal (2006), solos degradados podem ser recuperados utilizando técnicas de manejo que aumentem o estoque de carbono. A adoção de sistemas de manejo mais sustentáveis, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), surge como uma alternativa em detrimento aos sistemas agrícolas convencionais, com grande potencial de promover melhorias na qualidade do solo, principalmente no que diz respeito ao aumento dos estoques de carbono, em curto e médio prazos (Lovato et al., 2004; Bayer et al., 2006; Gazolla et al., 2015; Nicoloso, 2008; Batlle-Bayer et al., 2010; Sacramento et al., 2013; Piva, 2012; Bayer e Mielniczuk, 1997; Piva, 2012). O sistema ILPF consiste na implantação de diferentes sistemas produtivos de grãos, fibras, carne, leite, agroenergia e outros, na mesma área, em plantio consorciado, sequencial ou rotacionado, aproveitando as sinergias existentes entre eles (MAPA, 2011). A matéria orgânica do solo (MOS) desempenha um papel crucial para a manutenção da atividade agrícola. O acúmulo da MOS promove melhorias nas propriedades física, biológica e química do solo, possibilitando um aumento na produtividade e redução de gastos com irrigação, fertilizantes, condicionadores de solo e outros insumos agrícolas. Entender como a MOS se comporta em diferentes tipos de manejo é essencial para o direcionamento de políticas públicas, que visem a disseminação de práticas agrícolas que aumentem os estoques de COS e reduzam as emissões de GEE. O estoque e balanço de carbono em áreas de agricultura, principalmente em sistemas de ILPF são pouco estudados e entendidos. Sendo assim, o objetivo deste trabalho é avaliar as alterações nos compartimentos da matéria orgânica do solo decorrentes da implementação de diferentes tipos de manejo (Eucalipto, Lavoura, Pecuária e ILPF) em área de Cerrado, visando o potencial de acúmulo de carbono de cada um desses tipos de manejos.

Resumo: O país vem trabalhando no Plano ABC que incorpora bem o conceito de "intensificação sustentável", por meio da indução à adoção de sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). O plano prevê o incremento da adoção de sistemas ILPF em 4 milhões de hectares até 2020. A ratificação do Acordo de Paris sobre mudança do clima pelo governo brasileiro, em 2016, fortaleceu ações desse plano, incluindo em sua "Contribuição Nacionalmente Determinada- INDC" (Intended Nationally Determined Contribution - INDC) o incremento de mais 5 milhões de hectares até 2030. Os sistemas ILPFs não dizem respeito a um sistema de produção em particular, mas sim a uma estratégia que pode incorporar diversas tecnologias e mesmo diversos sistemas de produção. Como pressuposto básico, preconiza a adoção do Sistema de Plantio Direto (SPD).

Resumo: Os sistemas ILP são altamente dinâmicos, podendo variar consideravelmente as respostas tanto das culturas anuais quanto nas plantas forrageiras, o que resulta em diferentes desempenhos dos animais. Portanto, as tomadas de decisões devem ser alicerçadas em conhecimento técnico-científico em cada fase dos processos envolvidos, principalmente aqueles que garantem à produção vegetal e animal do sistema planejado. Os sistemas integrados são mais uma ferramenta a disposição do setor produtivo, embora seja uma forma mais complexa de explorar a produção agrícola. O maior impacto está na possibilidade de unir a produção de grãos com a produção de carne, o que oferece alternativas com potencial de aumentar a produtividade e melhorar a estabilidade econômica do negócio. Com o benefício de, agora, o agropecuarista ter maior poder na tomada de decisão sobre o destino da produção. Além disso, existe a possibilidade de redução do uso de agroquímicos em razão da quebra dos ciclos de pragas, doenças e plantas invasoras. Produzir mais e melhor, com menos insumos e com menor utilização dos recursos naturais não é mais uma alternativa, mas uma necessidade. Nesse cenário, os sistemas de integração lavoura-pecuária podem colocar o Brasil na condição de grande produtor de alimentos com reduzido impacto ambiental.

Associadas Rede ILPF

Secretaria Executiva