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Resumo: Os sistemas integrados de produção têm como premissa básica combinar na mesma área produtiva duas ou mais atividades agrícolas, ou seja, agricultura, pecuária e/ou silvicultura. Apesar de constituir uma estratégia interessante de uso da terra, ainda faltam informações acerca dos efeitos que estes sistemas provocam nas condições microclimáticas, principalmente quando há o componente florestal. Por isso, o monitoramento destas informações em modelos físicos de longa duração é importante para permitir extrair conclusões relacionadas a ocorrência de interações benéficas ou prejudiciais e quanto a sustentabilidade dos sistemas integrados. A radiação solar no interior da comunidade vegetal é o primeiro elemento meteorológico a ser modificado com a introdução das árvores no sistema (Brenner, 1996), as quais alteram o balanço de energia e o comportamento dos ventos, influenciando no uso de água pelas plantas e na produção destas, e protegem os animais do calor e frio intensos. Na medida em que ocorrem alterações no microclima, como atenuação da radiação solar incidente e diminuição da temperatura, os cultivos consorciados com espécies florestais parecem promover menores perdas de água pela transpiração excessiva, melhorando a economia hídrica. Assim, objetivou-se com esse trabalho monitorar as condições microclimáticas no experimento ILPF Corte da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, MT.

Resumo: O sistema silvipastoril é uma opção tecnológica de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) que consiste na combinação intencional de árvores, pastagens e gado numa mesma área e ao mesmo tempo. A aprovação da Lei 708/07 (02/04/2013), que institui a Política Nacional de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Brasil, reforça o crescente interesse na utilização de sistemas de produção sustentáveis. A integração ILPF vem sendo adotada em todo o Brasil e, atualmente, soma cerca de 11,5 milhões de hectares. Em Mato Grosso, a área implantada com sistemas de integração tem aumentado, sendo, atualmente, de 1,5 milhões de hectares distribuídos em 41 municípios. No entanto, em apenas 10% desta área, o componente florestal está presente (Embrapa, 2017). Para árvores em sistemas de integração ainda existem poucas informações em relação às variações de crescimento, produção, alocação da biomassa e qualidade da madeira. Estas informações são fundamentais para acessar o mercado de madeira serrada, que propicia maior valor agregado e maiores taxas de retorno aos produtores. Uma das formas de avaliar o efeito das tensões de crescimento é por meio da excentricidade da medula, pois troncos com medula excêntrica são mais propensos ao empenamento, formação de fendas circulares, além de serem problemáticos para o processamento mecânico (Randomski; Ribaski, 2010). A densidade básica é outro indicador útil da qualidade da madeira e das suas possibilidades de uso (Valério et al., 1998). Neste contexto, o objetivo foi avaliar e comparar o crescimento, as variações na produção e alocação da biomassa arbórea, na densidade básica da madeira e no deslocamento da medula ao longo do fuste de árvores de eucalipto implantadas em sistema silvipastoril e monocultivo.

Resumo: O sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) vem se consolidando como uma alternativa viável de produção agropecuária, integrando os componentes lavoura, pecuária e floresta, em rotação, consórcio ou sucessão, na mesma área e principalmente, por possibilitar que o solo seja explorado economicamente durante todo o ano, favorecendo o aumento na oferta de grãos, de carne e de leite a um custo mais baixo, devido ao sinergismo que se cria entre lavoura e pastagem e floresta. Dentro do grupo das arbóreas, o eucalipto é uma das mais estudadas e conhecidas tendo grande variabilidade genética e, consequentemente, propriedades distintas que predispõem as árvores para aplicação em diversos setores (Pereira et al., 2000) com destaque por apresentarem rápido crescimento em diferentes habitats, elevado rendimento econômico e inúmeras aplicações (Macedo et al., 2010) além da boa adaptação que suas espécies tiveram em quase todo o território nacional, apresentando produtividades muito elevadas (Mora; Garcia, 2000; Valverde et al., 2004; Vellini et al., 2008). Assim, o conhecimento das causas de redução ou estagnação do desenvolvimento e crescimento da planta pode auxiliar na escolha de materiais geneticamente superiores e/ou adoção de técnicas de manejo mais adequadas para a redução do tempo de produção, para o aumento da eficiência produtiva (ex.: aumento da eficiência do uso de recursos naturais), e maximização do volume comercializável do fuste das árvores (Wimmer et al., 2002). A limitação do crescimento das plantas imposta pela baixa disponibilidade de água devese, principalmente, à redução do balanço de carbono da planta, que é em grande parte dependente da fotossíntese (Flexas et al., 2009). A fotossíntese é muito responsiva a disponibilidade de água, sendo que o déficit hídrico reduz a fotossíntese por meio do fechamento dos estômatos e diminui a eficiência do processo de fixação de carbono (Pallardy, 2008). O objetivo deste trabalho foi avaliar características fisiológicas e dendrométricas de um clone de Eucalyptus grandis X Eucalyptus urophylla sob estresse hídrico, em condições de campo, do início da estação seca até a estação chuvosa, visando o estudo do efeito da irrigação na antecipação da entrada de animais em sistemas integrados com a presença do componente arbóreo.

Resumo: O agronegócio brasileiro tem sido o principal responsável por sustentar a balança comercial nas últimas décadas. Entre todas as cadeias, a atividade pecuária deve ser destacada devido ao seu potencial para produzir carne bovina proveniente de animais criados em pastagens sem uma dependência maciça de suplementos de grãos e/ou aditivos. Embora existam alguns benefícios do modelo brasileiro, a produtividade invariavelmente está abaixo das expectativas em muitas fazendas, principalmente devido à disponibilidade de pastagens degradadas e baixa adoção de tecnologia. Além disso, o gado alimentado com capim no Brasil normalmente vive toda a sua vida em pastagens com baixa ou mínima diversidade de plantas, sem sombreamento e sob condições tropicais. Os sistemas silvipastoris têm potencial para mitigar efeitos climáticos como o estresse por calor (Baliscei et al., 2012; Galindo et al., 2013), reduzindo as perdas relacionadas ao baixo consumo de matéria seca (Wheelock et al., 2010), falhas na reprodução (Walsh et al., 2011) e saúde animal (Peli et al., 2013). No entanto, o sombreamento potencialmente pode piorar o parasitismo nos rebanhos criados nestes sistemas conforme descrito por Faria et al. (2016). Por outro lado, alguns estudos mostraram que os sistemas silvipastoris poderiam influenciar a ecologia da macrofauna edáfica, elevando as chances de controle biológico contra parasitas de bovinos (Soca et al., 2002; Auad et al., 2011). De acordo com Giraldo et al. (2011), as árvores fornecem um habitat adequado para escaravelhos e outros decompostos de esterco bovino, e algumas espécies atuam como predadores de parasitos que afetam negativamente o gado. O objetivo do presente estudo foi avaliar a riqueza, a abundância, a diversidade e a frequência de espécies de coleópteros em pastagem aberta e sistema silvipastoril estabelecido com Brachiaria brizantha cv. Marandu consorciado com árvores de eucalipto (Eucalyptus urograndis, H13 clone). Além disso, em ambos os sistemas, o estudo avaliou também a decomposição de bolos fecais, as condições microclimáticas e a taxa de lotação de novilhos Nelore.

Resumo: O conhecimento do comportamento dos componentes dos sistemas ILPF em seus diversos arranjos é fundamental e para a adoção destes sistemas. Os sistemas ILPF são sistemas complexos, especialmente quando está presente o componente florestal, que são, segundo Balbino et al. (2011), os mais complexos e que demandam maior conhecimento técnico. O conhecimento de como as culturas da soja e do milho se desenvolvem nestes sistemas e fundamental para adoção de técnicas que irão proporcionar maior eficiência assim como no planejamento e na decisão do manejo de sistemas integrados. Melhores entendimentos das exigências climáticas destas culturas e das relações de incidência solar, sombreamento e água no sistema solo-planta-atmosfera contribuirão para minimizar os riscos de insucesso da produção agrícola. O conhecimento sobre a distribuição da radiação solar no entre renque ou sub-bosque em sistemas agrossilvipastoris adquire grande importância como base para planejar mais adequadamente o manejo dos componentes do sistema, tanto agrícolas, como florestais, como pastagem (Oliveira, 2005). A continuidade de avaliações ao longo do ciclo de crescimento das árvores são necessárias para determinar a magnitude espacial e temporal de seus efeitos sobre as lavouras de grãos e plantas forrageiras e para gerar subsídios técnicos para a otimização da combinação dos diferentes componentes da ILPF aliadas à avaliação econômica do sistema. Portanto, objetivou-se com esse trabalho avaliar o comportamento das culturas da soja e milho em diferentes sistemas de produção exclusivos e integrados ILPF no Norte de Mato Grosso.

Resumo: Na ILPF pouco se sabe sobre os efeitos da sombra das árvores na fisiologia da cultura da soja, devido à alta complexidade do sistema. Balbino et al., (2011), relatam que a integração de árvores e cultivos agrícolas pode resultar na utilização mais eficiente de água, nutrientes e radiação solar por sua vez, Viana et al., (2012) mencionam que, à medida que as árvores crescem, ocorre redução na radiação no sub-bosque. Desta forma, avaliações de variáveis fisiológicas, são imprescindíveis para determinar a influência do ambiente sobre a planta, pois a atividade fotossintética é afetada pela intensidade de radiação luminosa, temperatura, concentração de CO2 e umidade do solo (Marenco; Lopes, 2005). Além disso, as variáveis como condutância estomática e taxa de transpiração são responsáveis pelo controle estomático e perda de agua pela planta, que são fundamentais para assimilação do CO2 disponível na atmosfera afetando o crescimento e a produção da planta. As clorofilas são responsáveis pela captura da luz usada na fotossíntese e essenciais na conversão da radiação luminosa em energia química (Jesus; Marenco, 2008). Outro fator que influi no crescimento da cultura é o índice de área foliar (IAF), utilizado para avaliar respostas das plantas a diferentes condições de ambiente. Haja vista a importância dos impactos promovidos pelo sombreamento nos processos fisiológicos da soja, provocado pelo componente florestal e a escassez de estudos em sistemas de ILPF, o estudo objetivou avaliar as características fisiológicas da cultura da soja em sistemas de cultivo exclusivo e de ILPF e sua produtividade, após quatro anos de implantação do sistema.

Resumo: O conhecimento do comportamento dos componentes dos sistemas ILPF em seus diversos arranjos é fundamental e para a adoção destes sistemas. Trata-se de sistemas complexos, especialmente quando está presente o componente florestal, que são, segundo Balbino et al. (2011), os mais complexos e que demandam maior conhecimento técnico. Portanto, objetivou-se com esse trabalho avaliar a produtividade de grãos, carne e madeira em diferentes sistemas de produção exclusivos e integrados ILPF no Norte de Mato Grosso.

Resumo: A presente publicação objetiva apresentar o histórico do experimento denominado ?ILPF Corte? estabelecido e conduzido na Embrapa Agrossilvipastoril. O texto é apresentado de forma detalhada contemplando o planejamento do ensaio, o estabelecimento e condução do mesmo, apresentando sua estrutura física e o manejo da área experimental do ensaio. A Embrapa Agrossilvipastoril (CPAMT), localizada em Sinop, MT, tem como missão viabilizar soluções tecnológicas sustentáveis para os sistemas integrados de produção agropecuária em benefício da sociedade. Neste sentido sistemas de Integração Lavoura- Pecuária-Floresta (ILPF) se apresentam como temas de alta relevância e prioridade de estudos pelo CPAMT. Os sistemas de integração envolvendo ILPF vêm se revestindo de importância crescente na agricultura nacional ao longo dos últimos anos, possibilitando a recuperação de áreas degradadas por meio da intensificação do uso da terra, potencializando os efeitos complementares ou sinergéticos existentes entre as diversas espécies vegetais e a criação de animais, proporcionando, de forma sustentável uma maior produção por área. Para o estabelecimento do experimento ILPF Corte foram seguidas várias etapas tais como planejamento, discussão com equipes multidisciplinares, avaliando-se os objetivos a serem atingidos, a interação entre as diversas áreas técnico-científicas das diversas unidades da Embrapa e outras instituições, considerando ainda aspectos de infraestrutura da empresa e aplicação de recursos com a máxima precisão e eficiência. Nesse contexto, foi articulada uma reunião (Figuras 1 e 2) com vários pesquisadores de dezenove (19) unidades da Embrapa e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Sinop. A lista dos participantes é apresentada em seguida (Tabela 1), totalizando 30 profissionais das mais variadas áreas de pesquisa. A reunião foi realizada no Instituto Seprotec em Sinop, nos dias 13, 14 e 15 de Setembro de 2010. É importante salientar que a Embrapa Agrossilvipastoril planejou e articulou a reunião com os princípios básicos da necessidade de estruturar um experimento de grande porte, viabilizando-se assim estudos multidisciplinares e multiinstitucionais e de longa duração, viabilizando-se os estudos de indicadores de sustentabilidade ao longo do tempo.

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Secretaria Executiva